Gestão de riscos: essencial para a sobrevivência de PMEs em 2024
A transformação no mundo das Pequenas e Médias Empresas (PMEs) exige um olhar atento e estratégico sobre a gestão de riscos. Cada vez mais, a figura do Chief Financial Officer (CFO) se torna crucial na proteção e no crescimento dessas organizações. Reider Starling, especialista em finanças e governança, enfatiza que métodos como o COSO e a ISO 31000 não são apenas ferramentas, mas sim essenciais para a sobrevivência e valorização das PMEs no mercado. Esta abordagem não apenas melhora o compliance, mas também proporciona uma vantagem competitiva significativa que pode ser a chave para a sustentabilidade no ambiente de negócios contemporâneo.
A Evolução do Papel do CFO nas PMEs
Nos últimos anos, a função do CFO nas PMEs se ampliou muito além das tradicionais responsabilidades contábeis. Antes visto como um mero executor de tarefas financeiras, o CFO agora precisa ter uma visão estratégica e atuar como um conselheiro crucial para o negócio. Com a volatilidade do mercado, as empresas enfrentam riscos que podem ameaçar sua sustentabilidade. Nesse contexto, o CFO deve identificar, analisar e mitigar esses riscos, garantindo não apenas o compliance, mas também a perenidade e o crescimento do negócio.
Reider Starling destaca que a gestão de riscos não deve ser uma prática isolada, mas parte integrante da cultura organizacional. Isso significa que o envolvimento da alta gestão é fundamental. Se a liderança não demonstra compromisso, a implementação de controles financeiros se torna ineficaz. Portanto, um CFO moderno está sempre de olho no futuro, capaz de traduzir riscos em oportunidades.
Framework COSO: A Estrutura Fundamental
Um dos frameworks mais utilizados na gestão de riscos é o COSO (Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission). Segundo Starling, muitas PMEs acreditam que esse modelo é exclusivo de grandes corporações e de empresas listadas na CVM. No entanto, os cinco componentes do COSO — Ambiente de Controle, Avaliação de Riscos, Atividades de Controle, Informação e Comunicação, e Atividades de Monitoramento — são pilares que qualquer PME deve implementar para escalar suas operações.
O “Ambiente de Controle” é um crítico para o sucesso. Ele se refere à cultura organizacional que estabelece a base do controle interno. Por isso, o CFO deve promover uma mentalidade que valorize a integridade e a transparência dos dados. Sem isso, todas as ferramentas tecnológicas disponíveis não conseguirão resolver fragilidades operacionais.
ISO 31000: Diretrizes para a Identificação de Riscos
A ISO 31000 complementa o COSO ao fornecer diretrizes para o desenvolvimento de um processo sistemático de identificação e gerenciamento de riscos. Starling define risco como “o efeito da incerteza nos objetivos”. Essa definição é crucial, pois mostra ao CFO a importância de mapear diversas categorias de risco que podem impactar a empresa.
Os riscos envolvidos incluem:
– **Liquidez**: a dificuldade de honrar compromissos financeiros no curto prazo.
– **Operacionais**: falhas nos processos que podem resultar em prejuízos financeiros.
– **Conformidade**: multas e penalizações causadas pela falta de conformidade com regulamentações legais.
– **Mercado**: oscilações em taxas de juros, câmbio e preço de insumos que podem afetar os custos.
Para Starling, a gestão de riscos não busca a eliminação total destes, mas sim a otimização. Em suas palavras, “uma empresa que não corre riscos não cresce.” Portanto, o papel do CFO é garantir que cada risco assumido seja compreendido e planejado.
Apetite ao Risco e Projeções Financeiras
Um dos desafios mais significativos enfrentados pelas PMEs é determinar seu apetite ao risco. Starling utiliza uma metodologia específica para ajudar seus clientes a decidir até que ponto estão dispostos a se expor para alcançar maiores ganhos. Uma avaliação clara do apetite ao risco é fundamental, uma vez que empresas que não a delimitam correm o risco de comprometer seu EBITDA em empreendimentos sem uma análise cuidadosa.
Além disso, a definição de KPIs (Key Performance Indicators) de riscos permite que o Conselho Consultivo e a gestão visualizem continuamente a performance da empresa. Esses indicadores servem como um farol, ajudando a manter a empresa dentro da zona de segurança estabelecida no planejamento estratégico.
Gestão de Riscos Durante Reestruturações e Turnaround
Em períodos de crise, a gestão de riscos se torna uma ferramenta essencial para a sobrevivência. Starling alerta para o fenômeno da “cegueira operacional”, onde gestores são tão pressionados a resolver problemas imediatos que podem ignorar riscos novos, podendo afetar a solvência a longo prazo.
Nesse contexto, a Starling Consultoria foca na estabilização do caixa por meio de um monitoramento rigoroso dos riscos. Starling acredita que uma reestruturação eficaz só pode ser duradoura se acompanhada de uma mudança na cultura de governança. Isso se traduz em segregação de funções, maior transparência nos relatórios financeiros e responsabilidade clara entre os gestores.
Conclusão: O Valor da Governança na Sustentabilidade Empresarial
O recado é claro: a gestão de riscos é um investimento, não um custo. Profissionais como Reider Starling demonstram que a habilidade de navegar em ambientes instáveis, com previsibilidade e segurança, é o que diferencia empresas bem-sucedidas daquelas que falham. Para os empresários e contribuintes que buscam implementar práticas de excelência em CFO Services, compreender a importância da governança corporativa é vital.
A estrutura baseada nos princípios do COSO e da ISO 31000 não é apenas uma formalidade, mas um diferencial crucial no competitivo cenário de negócios. Ao reforçar práticas de governança, as PMEs podem conectar-se melhor ao capital global e garantir um futuro mais estável e promissor. Portanto, é hora de os empresários assumirem a frente dessa transformação, priorizando a gestão de riscos como um pilar de sua estratégia de crescimento.
Fonte original: Portal Contábeis
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Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.




