Domínio do idioma inglês apresenta avanços no Brasil, porém posição de lanterninha na América Latina ainda persiste
Brasil avança na proficiência em inglês, mas ainda está atrás na América Latina
O Brasil registrou um avanço de 16 pontos em sua pontuação no Índice de Proficiência em Inglês EF (EF EPI) de 2025, atingindo a marca de 482 pontos. Apesar do progresso, o país permanece na 75ª posição, mantendo-se na faixa de Proficiência Baixa. Esse resultado indica a necessidade de investimentos contínuos para alcançar a fluência competitiva em nível global.
O aumento na pontuação brasileira reflete os investimentos em qualificação, evidenciando que as empresas têm percebido o valor da proficiência em inglês como diferencial competitivo. Fatores como o uso da tecnologia e políticas públicas voltadas ao ensino de idiomas contribuíram para esse avanço.
Desafios e oportunidades para os brasileiros
Apesar do progresso, o estudo apontou que as habilidades produtivas em inglês dos brasileiros ainda apresentam fragilidades. A leitura é a habilidade mais forte, seguida da compreensão auditiva. Por outro lado, a conversação e, principalmente, a escrita são as competências mais deficientes, o que pode limitar a capacidade dos profissionais brasileiros de liderar e persuadir em contextos globais.
Para superar essas lacunas, é essencial que os brasileiros invistam em prática ativa do idioma. A utilização da Inteligência Artificial tem sido fundamental nesse aspecto, possibilitando um treinamento mais personalizado e eficiente, com feedback imediato e sem depender exclusivamente da presença de um professor.
Comparação com outros países da América Latina
No cenário latino-americano, a Argentina se destaca como líder regional, ocupando a 1ª posição na América Latina e a 26ª posição global, com 575 pontos e classificação de Proficiência Alta. Em contraste, o Brasil está na 16ª posição entre os 20 países latino-americanos, evidenciando a necessidade de avanços contínuos na proficiência em inglês.
As políticas educacionais mais consistentes e a valorização da formação de professores na Argentina são apontadas como fatores que contribuíram para a liderança do país na região. Além disso, a presença histórica da Argentina em cenários internacionais reforçou a importância do inglês como ferramenta estratégica para estudo e mobilidade profissional.
Lacuna geracional e desafios no mercado de trabalho
Globalmente, o relatório da EF destaca que os adultos mais jovens continuam apresentando níveis de proficiência em inglês inferiores aos períodos anteriores à pandemia. No Brasil, a faixa etária de 21 a 25 anos registra a maior proficiência média (538).
Na América Latina, há uma disparidade significativa entre as diferentes faixas etárias, com os jovens (18-20 anos) ficando atrás dos adultos em até 100 pontos em alguns países. Essa lacuna pode impactar a competitividade no mercado de trabalho, sendo necessário repensar os métodos de aprendizado do idioma para garantir que os talentos mais jovens não percam espaço.
Inteligência Artificial na educação de idiomas
A Inteligência Artificial é apontada como uma ferramenta transformadora na educação de idiomas, possibilitando tutores virtuais, personalização do ensino, prática de conversação e feedback individualizado. Essa tecnologia tem o potencial de democratizar o acesso à educação e criar vantagens competitivas para quem domina o inglês, especialmente no ambiente corporativo.
Em suma, o uso da IA como aliada no aprendizado de idiomas é fundamental para o desenvolvimento contínuo dos alunos, proporcionando um modelo educacional mais acessível e eficiente.
Países mais proficientes em inglês no mundo
Na Europa, região de referência em proficiência em inglês, países como Holanda, Croácia, Áustria e Alemanha lideram o ranking global com pontuações consideradas Muito Alta (600+ pontos). Esses resultados reforçam a importância da proficiência em inglês para quem almeja atuar em escala global.
Fonte original: Infomoney
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