Rio de Janeiro troca regime fiscal por programa de refinanciamento de dívida
Rio de Janeiro deixa Regime de Recuperação Fiscal e adere ao Propag
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou, nesta terça-feira (5), a adesão do Rio de Janeiro ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados e do Distrito Federal (Propag). A decisão permite que o estado abandone o Regime de Recuperação Fiscal (RRF), que estava em vigor desde 2017.
A mudança oferece novas condições para o Rio renegociar sua dívida com a União, impactando diretamente o orçamento estadual e as obrigações financeiras com o governo federal.
Como funciona o novo programa
Em vigor desde o ano passado, o Propag permite a ampliação do prazo de pagamento das dívidas estaduais até 30 anos e reduz significativamente os encargos financeiros. Em contrapartida, os estados precisam ampliar investimentos em áreas estratégicas como educação, saneamento, habitação, transporte e segurança pública.
Esse modelo diferencia-se do regime anterior, que impunha restrições mais severas ao gasto público estadual. A estrutura do Propag oferece mais flexibilidade para que os estados gerenciem suas finanças enquanto cumprem metas de investimento social.
Alívio imediato nas contas públicas
Para o Rio de Janeiro, a adesão ao Propag representa um alívio considerável nas contas públicas estaduais. Atualmente, o estado paga aproximadamente R$ 490 milhões mensais em despesas relacionadas à dívida com a União.
Com o refinanciamento estendido a até 30 anos e a redução de encargos, esse montante será distribuído ao longo de um período maior, liberando recursos para outras despesas essenciais do estado. A medida beneficia diretamente a gestão de caixa e o fluxo de pagamentos estaduais.
Quem é afetado pela mudança
A decisão impacta:
administração estadual: Maior flexibilidade orçamentária e melhores condições de negociação com a União.
contribuintes e servidores públicos: Potencial melhoria na continuidade e qualidade dos serviços estaduais, considerando a redução de pressão sobre o orçamento.
Órgãos federais e municipais: Alteração nas relações financeiras e nas obrigações fiscais do estado com as demais esferas governamentais.
Para profissionais de contabilidade e gestão pública, as mudanças nas regras de ressarcimento de tributos e na gestão de caixa são aspectos relevantes. Confira como as mudanças tributárias afetam a gestão de caixa.
Próximos passos
O Rio de Janeiro já sancionou a lei de adesão ao Propag, finalizando os requisitos legais estaduais. Os procedimentos administrativos para a formalização da transferência entre os dois programas devem prosseguir nos próximos meses.
A mudança de regime não afeta a responsabilidade do estado com suas obrigações federais, apenas altera as condições de pagamento e os prazos para quitação das dívidas já contraídas.
Fonte original: Infomoney
Leia tambem
Baianos e mineiros se destacam entre os 20% que migraram para São…
XP vê crescimento maior na economia brasileira e descarta alta da inflação…
Ministro afirma que Brasil buscará novos mercados para minimizar impactos do "tarifaço"
Setor siderúrgico apela por ação urgente diante de possíveis taxas sobre o…
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
