Brasil registra taxa de desemprego de 5,8% no segundo trimestre de 2025
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,8% nos três meses até junho, menor índice registrado desde o início da série histórica em 2012. Esse resultado ficou abaixo do esperado, já que a mediana das previsões em pesquisa da Reuters apontava para 6,0%.
De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), vários recordes foram alcançados nesse período, como a taxa de participação na força de trabalho (62,4%), nível de ocupação (58,8%) e quantidade de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (39,0 milhões).
Uma queda significativa foi observada no contingente de desalentados, com reduções de 13,7% em comparação ao trimestre anterior e de 14,0% em relação ao mesmo período de 2024. A pesquisa também apontou que a quantidade de pessoas desocupadas no país caiu para cerca de 6,3 milhões, o que representa 1,3 milhão a menos em comparação com o trimestre anterior.
No período de abril a junho de 2025, aproximadamente 102,3 milhões de pessoas estavam ocupadas, um avanço de 1,8% em relação ao trimestre anterior. Comparado ao mesmo período de 2024, esse número teve uma alta de 2,4%, equivalente a mais 2,4 milhões de pessoas empregadas.
A taxa composta de subutilização da força de trabalho, que considera pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada, ficou em 14,4% no segundo trimestre de 2025. Isso representa uma queda de 1,5 pontos percentuais em comparação com o trimestre anterior e de 2,0 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2024.
A coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios, Adriana Beringuy, destacou que o crescimento da população ocupada no trimestre influenciou os resultados positivos, contribuindo para a menor taxa de desocupação já registrada.
É importante ressaltar que a quantidade de pessoas ocupadas no país continua aumentando, o que demonstra uma leve recuperação do mercado de trabalho, embora os desafios em relação à subutilização da força de trabalho ainda existam. Os dados refletem um cenário econômico em evolução e apontam para uma tendência positiva no mercado de trabalho brasileiro.
Fonte: InfoMoney
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