Região Sul lideraria impacto da redução de jornada para 40 horas, aponta pesquisa da CNI

Redução da jornada de trabalho pode impactar região Sul, aponta estudo da CNI

Um estudo divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou que a região Sul do Brasil seria a mais afetada em caso de redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. A análise considerou dois cenários: compensação por horas extras ou contratações adicionais. Tanto no primeiro quanto no segundo caso, a região Sul lidera em impacto, com aumento de 8,1% e 5,4% nos custos, respectivamente.

Sudeste teria o maior impacto absoluto, com acréscimo de R$ 143,8 bilhões

Apesar da região Sul ser a mais afetada percentualmente, o Sudeste seria a mais impactada em termos absolutos, com um aumento estimado de R$ 143,8 bilhões nos custos. A CNI estima que, considerando os efeitos em toda a economia, a redução da jornada de trabalho poderia resultar em um aumento de até R$ 267,2 bilhões anuais nos custos com empregados formais, representando um acréscimo de até 7% na folha de pagamentos das empresas.

Impacto diferenciado nas regiões do Brasil

O presidente da CNI, Ricardo Alban, ressalta a importância de considerar as diferentes realidades produtivas do Brasil ao debater a redução da jornada de trabalho. Ele destaca que o aumento de custos pode ser mais relevante em regiões com intensidade maior de mão de obra, o que afetaria a competitividade e a organização do trabalho de forma negativa.

No cenário de compensação por horas extras, as indústrias da região Sul enfrentariam um possível aumento de custos de até 8,1%. Já no Sudeste, esse aumento seria de 7,3%, seguido pelo Nordeste (6,1%), Norte e Centro-Oeste (5,5% cada). Em uma perspectiva de contratação de novos trabalhadores, o ranking de impacto seria: Sul (5,4%), Sudeste (4,9%), Nordeste (4,1%), Norte e Centro-Oeste (3,7% cada).

Desafios na implementação da compensação

A CNI destaca que, independentemente da estratégia adotada pelas empresas, a compensação integral das horas reduzidas seria um desafio. O estudo aponta que essa recomposição seria economicamente improvável e operacionalmente inviável em grande parte dos segmentos industriais, devido ao expressivo aumento de custos.

Alban ressalta que o impacto não se restringiria a um setor ou região, afetando também as cadeias produtivas, encarecendo insumos, pressionando preços e impactando a competitividade do país de forma mais ampla.

Conclusão

Diante dos impactos apresentados pelo estudo da CNI, a discussão sobre a redução da jornada de trabalho no Brasil se torna mais complexa. É importante considerar não apenas os aspectos econômicos, mas também as particularidades de cada região e setor produtivo do país, a fim de encontrar soluções que possam equilibrar a melhoria das condições de trabalho com a manutenção da competitividade e do crescimento econômico.

Fonte: InfoMoney

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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