Faltando uma semana para a imposição da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros pelos EUA, o foco das negociações agora são os minerais críticos. Esses minerais, essenciais para indústrias de alta tecnologia e energia renovável, como lítio, nióbio, grafita e terras-raras, têm despertado interesse dos americanos.
De acordo com o Serviço Geológico dos EUA, o Brasil detém a segunda maior reserva de terras raras do mundo e lidera a produção global de nióbio. Apesar da abundância, a produção desses minerais ainda é limitada, o que pode impactar as negociações em curso.
O interesse dos EUA nos minerais críticos brasileiros ficou evidente em reunião entre o Instituto Brasileiro de Mineração e representantes americanos, que destacaram a necessidade desses recursos para suas indústrias. A pressão dos EUA por acesso preferencial a esses minerais enfrenta obstáculos devido a acordos comerciais já estabelecidos com a União Europeia.
O acordo entre Mercosul e UE garante condições vantajosas para a importação de minerais brasileiros, o que limita a margem de barganha dos EUA. Isso dificulta a exclusividade que os americanos buscam na negociação com o Brasil.
Especialistas apontam que a posse das reservas minerais não garante protagonismo internacional, sendo necessário transformar esses recursos em produtos de valor agregado. Políticas industriais, transferência de tecnologia e investimentos em beneficiamento são sugeridos como estratégias para valorizar os minerais críticos brasileiros.
Enquanto as negociações entre Brasil e EUA continuam sem avanços concretos, o governo brasileiro estuda medidas para mitigar os impactos da imposição da tarifa, incluindo a criação de um fundo de apoio a setores afetados e a busca por acordos comerciais alternativos.
Apesar dos esforços de ambas as partes, a reversão da tarifa antes do prazo final parece improvável, aumentando o risco de sua efetiva implementação. A entrada dos minerais críticos nas negociações pode ser um fator chave para destravar a situação e avançar nas tratativas comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
Fonte original: CNN Brasil
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