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Lojas Americanas: Dívida dispara para R$ 40 bi após quebra de covenants, revela fraude

Dívida da Americanas dobra devido a erros contábeis

A Revelação de uma fraude contábil nas Lojas Americanas resultou em um aumento significativo na dívida da empresa. O valor que inicialmente era estimado em R$ 20 bilhões saltou para R$ 40 bilhões devido a erros na contabilização de operações de risco sacado e possíveis quebras de covenants.

Fraude nas Lojas Americanas

Em janeiro de 2023, um escândalo de fraude contábil veio à tona nas Lojas Americanas, levantando questionamentos sobre os procedimentos de auditoria e avaliação de riscos. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também se pronunciou diante das operações de risco sacado envolvidas.

importância dos covenants

As fraudes contábeis nas Americanas, apesar de apresentarem números mais favoráveis, ressaltaram a importância do acompanhamento das cláusulas restritivas de empréstimos, conhecidas como “covenants”. Durante o processo de Recuperação Judicial da empresa, ficou evidente o descumprimento de covenants financeiros que resultou em uma dívida total de R$ 40 bilhões.

Erros na contabilização

Os erros identificados na contabilização das operações de risco sacado das Americanas levaram a distorções nos balanços financeiros da empresa. O registro inadequado dos juros, despesas financeiras e pagamentos incorretos contribuíram para um lucro líquido inflado, impactando também nos cálculos de impostos e dividendos.

Cláusulas restritivas e cross-default

As cláusulas restritivas, ou covenants, são elementos contratuais que, se não forem cumpridos, permitem a exigibilidade imediata da dívida. No caso das Americanas, a quebra dessas cláusulas resultou em possíveis penalidades e acionamento de cláusulas de cross-default, prevendo o vencimento antecipado de outras dívidas com instituições financeiras.

Impacto na dívida

A correta classificação do risco sacado das Americanas teria aumentado consideravelmente o saldo de endividamento da empresa. A maioria dos covenants estava vinculada ao endividamento total, o que sugere que os covenants foram violados, desencadeando um possível efeito cascata com outras instituições financeiras.

Consequências do aumento da dívida

O aumento da dívida das Lojas Americanas, de R$ 20 bilhões para R$ 40 bilhões, demonstra os riscos de não acompanhar de perto e tempestivamente as cláusulas restritivas de empréstimos. Esse descontrole pode levar a empresa à falência e impactar negativamente sua relação com bancos, credores e investidores.

Lições aprendidas

O caso das Lojas Americanas serve como alerta para a importância da transparência contábil, do cumprimento rigoroso de covenants e do acompanhamento constante das operações financeiras. A falta de controle nesses aspectos pode resultar em sérios prejuízos e comprometer a viabilidade das empresas no mercado.

Fonte original: Portal Contábeis

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Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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