LCI revoluciona cálculo de juros no financiamento imobiliário

LCI ganha destaque no funding imobiliário

A captação da poupança vem sofrendo queda, o que tem impactado os recursos disponíveis para o financiamento imobiliário. Diante desse cenário, as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) têm se destacado como uma opção viável para compor o crédito destinado a construções e aquisições no mercado imobiliário.

Durante o Abecip Summit 2025, Sandro Gama, presidente da Abecip, ressaltou a importância da LCI no cenário de crédito imobiliário. Ele enfatizou a necessidade de manter a previsibilidade nas regras que regem esse instrumento financeiro, a fim de garantir sua relevância no financiamento imobiliário.

Impacto das mudanças nas LCIs no financiamento

Recentemente, as LCIs estão sendo alvo de mudanças que podem interferir no funding imobiliário. Questões como a possibilidade de taxação e alterações no prazo de liquidez desses papéis têm preocupado o mercado e os agentes envolvidos no setor imobiliário.

Romero Albuquerque, diretor de crédito imobiliário do Bradesco, alertou para o possível impacto de um aumento de 5% na tributação das LCIs. Essa medida poderia acarretar um acréscimo de aproximadamente 0,8% no custo do crédito para o tomador, o que pode refletir no consumidor final.

Perspectivas para as taxas de financiamento imobiliário

O setor imobiliário brasileiro está diretamente ligado à taxa básica de juros, que influencia o custo da concessão de crédito. Embora se espere uma redução na taxa Selic, sendo prevista uma retomada do ciclo de cortes, não é esperado que as taxas de financiamento atinjam patamares de um dígito no próximo ano.

Albuquerque ressalta que, mesmo com a queda da Selic, as taxas de financiamento ainda permanecerão elevadas em relação ao que foi observado recentemente. Ele destaca a necessidade de mudanças no contexto macroeconômico para que taxas mais baixas sejam viabilizadas no mercado imobiliário.

Propostas para impulsionar o funding imobiliário

Diversas propostas têm sido discutidas para impulsionar o funding imobiliário, sendo uma delas a alteração no percentual dos depósitos compulsórios da poupança. Apesar de ser considerada uma medida de curto prazo, liberar mais créditos para financiar o mercado imobiliário demandará mudanças estruturais e um processo de transição gradual.

Gilneu Vivan, diretor de regulação do Banco Central, destaca a importância de uma mudança de visão em relação à poupança, propondo uma abordagem mais focada na concessão de crédito do que no saldo acumulado. Ele ressalta que qualquer ajuste no funding imobiliário será um processo que envolverá todos os agentes do setor e exigirá tempo para implementação.

Conclusão

Diante dos desafios e das mudanças em curso no mercado imobiliário, é fundamental manter a estabilidade e a previsibilidade nas regras que regem o financiamento imobiliário. A busca por alternativas sustentáveis e eficientes para compor o crédito destinado ao setor imobiliário é essencial para garantir o seu desenvolvimento e atender às demandas dos consumidores e investidores.

Fonte original: CNN Brasil

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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