Expectativa de crescimento na renda familiar com redução do desemprego, aumento do IR e transferências, revela análise da XP
Desemprego baixo impulsiona renda das famílias em 2026
Um estudo da XP Economistas indica que a renda real disponível para as famílias brasileiras irá crescer 4,5% em 2026, impulsionada pelo cenário de desemprego baixo no país. Os economistas da XP, Rodolfo Margato e Tiago Sbardelotto, apontam que a continuidade das transferências fiscais e a reforma do Imposto de Renda contribuirão para esse aumento na renda das famílias.
Mercado de trabalho aquecido
De acordo com o estudo, o mercado de trabalho brasileiro apresentou uma expansão de 1,9% em 2025, com destaque para o aumento do emprego formal, principalmente no setor de serviços. A taxa de desemprego atingiu um piso histórico, abaixo de 5,5%, no final de 2025, refletindo a escassez de mão de obra em diversos setores e regiões do país.
projeções para o mercado de trabalho
Os economistas projetam que a taxa de desemprego continuará em queda, atingindo 5,7% no final de 2026 e 6,2% no final de 2027. A projeção é que a renda média real do trabalho cresça 2,5% em 2026, chegando a cerca de R$ 3.800 por mês, impulsionando a massa salarial real agregada em 3,8%.
Reforma do Imposto de Renda
Além do aumento da renda do trabalho, a reforma do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) também irá contribuir para o crescimento da renda das famílias em 2026. A estimativa é que cerca de 0,8 ponto percentual do crescimento da renda disponível às famílias neste ano decorra das medidas adotadas na reforma do IRPF.
Precatórios e transferências fiscais
Os economistas destacam a importância do cronograma de pagamentos de precatórios e requisições de pequeno valor (RPVs) na atividade econômica. Para 2026 e 2027, estimam que os pagamentos se concentrarão no primeiro trimestre, impulsionando a atividade econômica. Além disso, as transferências fiscais, como os benefícios previdenciários e assistenciais, continuarão a sustentar o consumo das famílias.
Aspectos positivos e riscos
Apesar das projeções otimistas, os autores apontam riscos relevantes, como a possibilidade de um gasto adicional de R$ 13,0 bilhões caso o estoque de pedidos pendentes de benefícios previdenciários seja eliminado completamente em 2026. No entanto, a previsão é que as demais transferências tenham efeitos limitados, com uma estabilização no número de famílias beneficiárias do Bolsa Família em 19 milhões em 2026.
Conclusão
Com base nas projeções da XP Economistas, o cenário de desemprego baixo, aliado às transferências fiscais e à reforma do Imposto de Renda, deverá impulsionar a renda das famílias em 2026, contribuindo para o aumento do consumo e do PIB no país. Esses fatores positivos refletem a expectativa de crescimento econômico para o ano, que atualmente está em 1,7%, com viés de alta devido aos impulsos de renda identificados pelos economistas.
Fonte original: Infomoney
Leia tambem
Planos do governo apontam para alívio na trajetória da dívida graças a…
Perspectiva positiva: Rendimentos devem manter trajetória de alta, sem alarme para o…
PIB de 2026 deve crescer 2,3%, afirma Ministério da Fazenda, que prevê…
Brasil lidera aumento de emissões de metano, principal exportador mundial de carne…
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
