Governadores de três estados brasileiros anunciaram medidas econômicas para mitigar os impactos da nova política tarifária adotada pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. As ações incluem a liberação de créditos de ICMS a exportadores, criação de linhas de crédito com juros subsidiados e constituição de comitês para acompanhar os efeitos das tarifas sobre a atividade produtiva.
O governo norte-americano, liderado pelo presidente Donald Trump, impôs tarifas adicionais sobre produtos importados do Brasil, afetando principalmente setores agroindustriais e de transformação. Diante disso, os estados brasileiros buscam proteger empregos, manter a competitividade das exportações e garantir liquidez às empresas impactadas.
O governador de São Paulo anuncia a liberação de créditos acumulados de ICMS para empresas exportadoras, além de ampliar o acesso a linhas de crédito com juros reduzidos. A iniciativa visa fortalecer o caixa das empresas exportadoras em um momento crítico, destinando os créditos a setores diretamente afetados pelas tarifas norte-americanas.
Paralelamente, o governo paulista pretende aumentar os recursos de fundos garantidores para viabilizar o financiamento a empresas que exportam para os Estados Unidos, com condições mais vantajosas que as praticadas pelo mercado, focando em micro, pequenas e médias empresas.
Goiás lançou uma linha de crédito com taxas de juros abaixo de 10% ao ano, operando a partir de um fundo constituído por créditos acumulados de ICMS sobre exportações. A medida tem como objetivo proteger especialmente o setor agroindustrial e exige a manutenção dos empregos durante o período de vigência do financiamento.
O Espírito Santo criou um comitê especial para acompanhar os impactos econômicos das tarifas americanas, destacando a vulnerabilidade do estado a mudanças no cenário internacional devido à alta abertura econômica. O comitê irá monitorar os prejuízos causados pelas tarifas e articular medidas emergenciais e estruturantes para apoiar as empresas exportadoras locais.
A devolução ou compensação de créditos acumulados de ICMS tem se mostrado eficaz em momentos de crise, especialmente para empresas exportadoras. Ao liberar esses créditos, os estados injetam liquidez direta nas empresas, permitindo reforço no capital de giro, investimentos em adaptação logística e absorção de perdas por barreiras comerciais internacionais.
Entidades representativas da indústria e do agronegócio pressionam por respostas rápidas e coordenadas dos governos federal e estaduais. A criação de linhas de financiamento específicas e articulação diplomática são defendidas para reverter as tarifas, visando manter a geração de empregos e a arrecadação estadual diante da possibilidade de retração nas vendas externas.
Os governadores destacam a importância da cooperação técnica entre os entes federativos e o governo federal para superar impasses com os Estados Unidos e preservar a relação bilateral estratégica para o Brasil. As medidas adotadas pelos estados visam reduzir os efeitos da instabilidade internacional sobre suas economias e manter a atividade econômica em setores altamente expostos ao comércio exterior.
Com os anúncios feitos por São Paulo, Goiás e Espírito Santo, espera-se que outros estados adotem medidas semelhantes nas próximas semanas. A coordenação federativa será fundamental para definir políticas estruturais e sustentáveis de apoio ao setor exportador, enquanto empresários e profissionais devem ficar atentos às oportunidades de acesso a crédito regional e eventuais mudanças nas alíquotas de financiamento.
Fonte: Jornal Contábil
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