Entenda como a Selic afeta a taxa de administração do consórcio em relação aos juros do financiamento.

Consórcio imobiliário versus financiamento: custos e impactos da Selic

Para quem busca adquirir a casa própria com a taxa básica de juros em 15%, surgem duas opções comuns: o consórcio imobiliário e o financiamento. Apesar de ambos permitirem o parcelamento do valor do imóvel, as diferenças entre eles são significativas, especialmente no que diz respeito aos custos financeiros, como a taxa de administração e os juros, e como a Selic influencia nesses valores.

Na modalidade de consórcio imobiliário, o participante paga uma taxa de administração, um percentual fixo cobrado pela empresa que gerencia o grupo. Essa taxa é diluída nas parcelas mensais e não varia conforme a Selic. Atualmente, as taxas de administração variam entre 15% e 20% do valor total do crédito, impactando diretamente no valor total desembolsado. Por exemplo, em um consórcio de R$ 200 mil, a taxa de administração de R$ 20 mil é diluída em 120 meses, resultando em parcelas de R$ 1.809,52.

No financiamento imobiliário, o principal custo são os juros, cobrados pelo banco pelo empréstimo concedido. Os juros podem ser fixos ou variáveis e são diretamente influenciados pela Selic, que atualmente está em 15%. Em um financiamento de R$ 600 mil em 360 meses, com taxa de juros de 12% ao ano, as parcelas sofreriam correção de juros de 1% do saldo devedor, totalizando um valor superior ao do consórcio. Além disso, os juros do financiamento podem variar conforme a Selic, impactando diretamente no orçamento do comprador.

Correções no financiamento e no consórcio

Além dos juros, no financiamento imobiliário há correção pelo IPCA ou pela TR, somados aos juros sobre o saldo devedor. No consórcio, as parcelas não têm incidência de juros, mas podem ser corrigidas pelo INCC, índice de inflação que ajusta o valor das parcelas conforme a variação dos custos da construção civil. Atualmente, o INCC mensal é de aproximadamente 0,45%, com acumulado nos últimos 12 meses de cerca de 5,2%, refletindo um reajuste nas parcelas ao longo do tempo, mas sem cobrança de juros.

Impacto da Selic e perspectivas

A relação entre a Selic, os juros do financiamento e a correção do INCC é evidente. Com a expectativa de queda na Selic, os juros imobiliários tendem a diminuir, tornando o financiamento mais atrativo. No entanto, é importante considerar que o consórcio possui vantagens, especialmente em um cenário de juros tradicionalmente altos no Brasil. A opção pode se mostrar mais vantajosa em comparação com o financiamento imobiliário, cujos custos totais podem variar significativamente conforme a Selic e os índices de correção.

Em suma, a decisão entre consórcio e financiamento deve considerar não apenas os custos financeiros imediatos, mas também as perspectivas econômicas e as variações da taxa de juros e correção ao longo do tempo. Cada modalidade possui suas particularidades, cabendo ao comprador avaliar qual se adequa melhor às suas necessidades e possibilidades financeiras.

Fonte: Exame

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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