Empresas optam por consórcios para driblar juros elevados: estratégia vantajosa?

Empresas optam por consórcios para reduzir dívidas com juros altos

Com a taxa básica de juros em 15%, empresas estão trocando dívidas de financiamento por consórcios, buscando custos menores. Setores como transporte, construção civil, agronegócio e serviços têm utilizado essa estratégia para minimizar despesas com juros.

De acordo com a ABAC, cerca de 18% dos participantes de consórcios são pessoas jurídicas, evidenciando o aumento deste movimento entre as empresas. Em julho, a Maestria comercializou R$ 150 milhões em crédito, sendo R$ 55 milhões específicos para troca de dívidas.

Comparação entre financiamento e consórcio

O consórcio proporciona acesso ao crédito com taxas menores do que as praticadas nos financiamentos tradicionais. Enquanto no financiamento o valor é liberado após a assinatura do contrato com taxas e juros, no consórcio o acesso ao recurso é realizado após a contemplação em sorteio, lance ou pelo término do prazo, sem juros, mas com taxa de administração e correção.

Um exemplo prático mostrou que uma empresa poderia trocar uma parcela mensal de R$ 22 mil por uma de R$ 6 mil utilizando o consórcio. É importante considerar o período de transição, pois durante algum tempo seria necessário arcar com as duas prestações.

Estratégia demanda planejamento e foco no longo prazo

Empresas que aderem ao consórcio para quitar dívidas precisam se planejar com estratégia e foco no longo prazo. Utilizar o lance como ferramenta estratégica pode acelerar a contemplação e a troca da dívida. Contudo, é fundamental ter um fluxo de caixa estável e estar preparado para possíveis variações nos índices de correção.

Correção e fluxo de caixa exigem atenção

A correção da carta de crédito e das parcelas do consórcio precisa ser analisada com cuidado, já que mesmo sem juros, os custos envolvem taxa de administração e correção monetária. A espera pela contemplação da carta de crédito pode variar de meses a anos, o que exige um planejamento financeiro consistente para evitar comprometer a saúde financeira da empresa.

Análise aprofundada é necessária para saber se vale a pena optar pelo consórcio

Segundo especialistas, é fundamental uma análise detalhada que leve em consideração o prazo de contemplação, o índice de correção, o impacto no fluxo de caixa durante a sobreposição de despesas e a incerteza do momento da liberação da carta de crédito. Embora a troca de dívidas por consórcios possa significar custos menores, é uma estratégia que requer planejamento, assessoria financeira e clareza sobre os riscos envolvidos.

A escolha entre financiamento e consórcio deve considerar a situação financeira da empresa, a capacidade de planejamento e a disposição para lidar com as possíveis variações ao longo do processo.

Fonte: CNN Brasil

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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