Empresas de pequeno porte se destacam em acordos coletivos de assistência médica no Brasil
Pequenas empresas lideram contratos coletivos de planos de saúde no país
No ano passado, os contratos coletivos empresariais foram a via principal de acesso à saúde suplementar no Brasil, abrangendo 71% dos vínculos em planos médico-hospitalares. De acordo com dados do IESS (instituto de Estudos de Saúde Suplementar), as pequenas empresas, com até quatro beneficiários, lideraram esse cenário. Elas representaram 88% do total de contratos, somando 2 milhões.
Grande concentração de beneficiários em empresas de grande porte
Por outro lado, empresas de grande porte, com mais de mil vidas cobertas, apesar de corresponderem a apenas 0,1% dos contratos, reuniram 15,1 milhões de beneficiários, o que equivale a 40,7% da base. Esse contraste revela a concentração de beneficiários em organizações de maior porte, em detrimento das pequenas e médias empresas.
Setor de serviços lidera em quantidade, mas indústria se destaca em densidade
O setor de serviços desponta como o maior em número de contratantes, com 1,33 milhão (57,6% do total) e 20,57 milhões de beneficiários (55%). Já a indústria, apesar de contabilizar 203,1 mil empresas (8,8%), cobre 9,54 milhões de beneficiários (25,5%), evidenciando uma densidade maior de vínculos por contrato.
Diferenças nos setores refletem coberturas distintas
O comércio, construção e agropecuária, compostos majoritariamente por pequenos empregadores, tendem a oferecer coberturas mais restritas em número de vidas, conforme aponta o superintendente executivo do IESS, José Cechin. Enquanto isso, a indústria apresenta estruturas mais robustas de benefícios, vinculadas ao emprego formal.
Segmentos econômicos com maior adesão aos planos
O estudo do IESS detalha os segmentos que mais concentram contratos coletivos empresariais no Brasil, com base na Classificação Nacional de Atividade Econômica (CNAE). Dentre eles, destacam-se o comércio varejista, serviços de escritório e apoio administrativo, atividades de atenção à saúde humana, setor de alimentação, educação, comércio atacadista e outras atividades de serviços pessoais. Juntos, esses setores englobam cerca da metade de todos os contratos de planos médico-hospitalares no país.
Desafios para operadoras e contratantes
A pulverização dos contratos, com 95% concentrados em empresas de até 19 beneficiários, traz desafios tanto para as operadoras quanto para os próprios contratantes. Enquanto 0,1% das empresas concentra mais de 40% dos beneficiários, a necessidade de desenvolver estratégias de cuidado e promoção à saúde se torna evidente. O superintendente do IESS ressalta que essa distribuição complexa demanda ações específicas para garantir o acesso e a qualidade dos serviços de saúde oferecidos.
Considerações finais
Diante do cenário em que pequenas empresas lideram os contratos coletivos de planos de saúde no país, observa-se a importância desses planos como um benefício fundamental para os funcionários. A diversidade de setores representados nos contratos reflete a ampla abrangência dessa modalidade de assistência à saúde no Brasil. No entanto, é essencial que sejam implementadas medidas que garantam a eficácia e a sustentabilidade desses planos, visando o bem-estar e a segurança dos beneficiários.
Fonte original: Infomoney
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