Desvendando a gratificação por função: saiba tudo sobre seus direitos e deveres
O Papel da Gratificação por Função nas Relações Trabalhistas
A gratificação por função é um mecanismo de valorização dos colaboradores que assumem responsabilidades extras sem mudança formal do cargo. Segundo o artigo 457 da CLT, essa gratificação é um salário-condição, pago apenas enquanto o empregado exerce as atribuições de chefia, coordenação ou supervisão.
**Diferença entre Gratificação por Função e por Tempo de Serviço**
Enquanto a gratificação por função está ligada às responsabilidades exercidas, a gratificação por tempo de serviço é relacionada à permanência do colaborador na empresa. Ambas devem ser tratadas separadamente, evitando desigualdades salariais entre funcionários.
**Supressão da Gratificação e mudanças após a Reforma Trabalhista**
A legislação define que a gratificação por função só deve ser paga enquanto o empregado desempenha as funções que a justificam. Antes da Reforma Trabalhista de 2017, a Súmula 372 do TST garantia a incorporação da gratificação ao salário após 10 anos, porém, essa garantia foi eliminada.
**Boas práticas Contábeis e Jurídicas sobre a Gratificação**
É essencial formalizar a designação da função gratificada no contrato, discriminá-la nos contracheques e adotar critérios objetivos, como planos de cargos e salários. Além disso, calcular corretamente os encargos trabalhistas, previdenciários e reflexos em férias, 13º salário e FGTS é fundamental.
**Conclusão**
Ao reconhecer o esforço adicional dos colaboradores, a gratificação por função é uma ferramenta estratégica de gestão de pessoas. Contudo, sua implementação requer rigor contábil e jurídico para garantir segurança jurídica e transparência. Quando estruturada corretamente, contribui para relações trabalhistas equilibradas e sustentáveis. Em suma, a gratificação por função é uma importante ferramenta no universo das relações trabalhistas, exigindo atenção e cuidado por parte dos gestores e contadores.
Fonte original: Portal Contábeis
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Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.




