Setor público registra déficit primário de R$ 16,388 bilhões em fevereiro, aponta BC
O setor público consolidado, que abrange governo central, Estados, municípios e estatais (excluindo Petrobras e Eletrobras), apresentou déficit primário de R$ 16,388 bilhões no mês de fevereiro, após um superávit de R$ 103,689 bilhões em janeiro, conforme divulgado pelo Banco Central.
O déficit no mês passado foi menor do que o projetado pelo mercado, surpreendendo as estimativas da pesquisa Projeções Broadcast. O resultado ficou abaixo do teto das projeções, que esperava um déficit de R$ 16,90 bilhões, com mediana de R$ 24,250 bilhões.
No comparativo com fevereiro de 2025, quando o déficit foi de R$ 18,973 bilhões, o resultado deste ano foi mais favorável. O BC apontou que o resultado de fevereiro de 2026 foi o melhor para o mês desde 2022, quando houve um superávit de R$ 3,471 bilhões.
Distribuição do déficit por segmento
Segundo a metodologia do Banco Central, o governo central registrou um déficit primário de R$ 29,507 bilhões em fevereiro de 2026. Já os Estados e municípios apresentaram um superávit de R$ 13,686 bilhões, com as empresas estatais acumulando um déficit de R$ 568 milhões.
De forma isolada, os Estados alcançaram um superávit de R$ 10,741 bilhões, enquanto os municípios registraram um saldo positivo de R$ 2,945 bilhões, contribuindo para o resultado do setor público consolidado.
Déficit nominal e impacto no cenário econômico
O déficit nominal do setor público consolidado atingiu R$ 100,589 bilhões em fevereiro, revertendo o superávit de R$ 40,062 bilhões registrado em janeiro deste ano. Em fevereiro de 2025, o resultado nominal foi negativo em R$ 97,226 bilhões.
Esse déficit impactou o acumulado do ano, alcançando R$ 60,527 bilhões ou 2,93% do Produto Interno Bruto (PIB). Já considerando o período de 12 meses, o déficit nominal corresponde a R$ 1,090 trilhão, equivalente a 8,48% do PIB.
O resultado nominal reflete a diferença entre as receitas e despesas do setor público, incluindo o pagamento dos juros da dívida pública. No mês passado, o governo central registrou um déficit nominal de R$ 107,743 bilhões, enquanto os governos regionais acumularam um saldo positivo de R$ 8,301 bilhões. Por sua vez, as empresas estatais tiveram um déficit nominal de R$ 1,147 bilhão.
Esses dados evidenciam a importância de análises e projeções em relação ao cenário econômico e fiscal do país, refletindo a dinâmica das Finanças públicas e os impactos no ambiente macroeconômico.
Conclusão
Diante dos números apresentados pelo Banco Central, é possível observar a relevância do monitoramento do desempenho fiscal do setor público, tanto em termos de déficit primário quanto nominal. A variação dos resultados ao longo dos meses e anos reflete a complexidade do cenário econômico nacional, destacando a necessidade de medidas e políticas que visem o equilíbrio das contas públicas e o fomento do desenvolvimento sustentável.
Essas informações fornecem subsídios para análises e planejamentos por parte de agentes econômicos, órgãos públicos e instituições financeiras, contribuindo para uma visão mais ampla e fundamentada da situação econômica do país e a tomada de decisões estratégicas para promover a estabilidade e o crescimento econômico de forma sustentável.
Fonte original: InfoMoney
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
