Haddad defende cautela sobre reversão de cortes da Selic devido ao conflito no Irã
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que é prematuro discutir uma possível reversão do ciclo de cortes da taxa Selic, em virtude do conflito no Irã. Durante entrevista ao programa Alô, Alô Brasil, ele destacou a importância de o Banco Central encontrar o equilíbrio na política monetária para evitar impactos negativos na economia.
Segundo Haddad, diante da incerteza gerada pelo cenário internacional, é fundamental que a equipe econômica analise e se prepare para os diferentes desdobramentos que o conflito no Oriente Médio pode acarretar no Brasil. O ministro ressaltou a necessidade de estar preparado para qualquer cenário, citando a recente ocorrência do “tarifaço do Trump” e eventos climáticos severos como exemplos em que a preparação antecipada foi fundamental.
Além disso, Haddad criticou a falta de abordagem da imprensa em relação às possíveis vulnerabilidades do governo Tarcísio, destacando a importância do equilíbrio na cobertura jornalística. Ele também mencionou a motivação por trás das incursões na Venezuela e no Irã, apontando o petróleo e a influência da China como fatores determinantes nessas questões.
O ministro sinalizou preocupação com os desdobramentos no cenário global, ressaltando a relevância da China e seu impacto nas relações internacionais. Ele pontuou que a dependência dos Estados Unidos da importação de petróleo, aliada aos desgastes internos de Donald Trump, contribuem para a complexidade das questões geopolíticas atuais.
Em MEIo às incertezas provocadas pelos conflitos internacionais, Haddad reforçou a importância de uma postura cautelosa e da análise aprofundada dos possíveis impactos no cenário econômico brasileiro. A equipe econômica do governo segue atenta às movimentações mundiais e preparada para lidar com as diversas variáveis que possam surgir.
Fonte: Estadão
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
