Renda das famílias pode aumentar 4,2% em 2026, estima XP
A XP Investimentos projeta que a renda real disponível das famílias brasileiras pode avançar 4,2% em 2026, caso o governo implemente medidas como a isenção do Imposto de Renda para rendas de até R$ 5 mil e um aumento de aproximadamente 10% no benefício médio do Bolsa Família. Esse acréscimo estimado é quase 1 ponto percentual maior do que o cenário sem esses estímulos.
Impacto no consumo e no PIB
De acordo com os economistas da XP, o efeito combinado dessas medidas poderia adicionar até 0,7 ponto percentual ao crescimento do consumo no próximo ano, refletindo em 0,5 ponto no Produto Interno Bruto (PIB) total. O cenário-base da instituição financeira já considera a reforma do Imposto de Renda, mas não a ampliação do Bolsa Família.
Reforma do IR e aumento do Bolsa Família
A reforma do Imposto de Renda, que inclui a isenção para quem ganha até R$ 5 mil e descontos para rendas até R$ 7.350, deve elevar a renda disponível em R$ 31,3 bilhões em 2026. As medidas compensatórias, como a tributação de dividendos, afetam principalmente os contribuintes de maior renda e menor propensão a consumir.
Impacto do aumento do Bolsa Família
O aumento proposto para o Bolsa Família, de R$ 667 para R$ 735, atingiria cerca de 20,5 milhões de famílias e teria um custo de aproximadamente R$ 180 bilhões no ano, R$ 16 bilhões acima da projeção atual. A XP estima que esse reforço, aliado à reforma do IR, poderia impulsionar o consumo das famílias, especialmente no 3º trimestre, quando também devem ocorrer pagamentos concentrados de precatórios.
Perspectivas para o mercado de trabalho
A XP acredita que a taxa de desemprego deverá se manter baixa, sem ultrapassar 6,5% em 2026, mesmo que haja alguma moderação na criação de vagas. A renda real do trabalho é projetada para avançar cerca de 3,5% no próximo ano, mantendo a massa salarial em um patamar elevado. Em 2025, a XP prevê um crescimento de 5% na massa de renda, acima da projeção inicial.
Conclusão
Mesmo em um ambiente com política monetária restritiva, as condições favoráveis no mercado de trabalho e o impulso fiscal esperado com as medidas propostas devem sustentar o consumo nos próximos trimestres, segundo os economistas da XP Investimentos.
Fonte: CNN Brasil
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
