Mercado de trabalho brasileiro supera expectativas em janeiro
No início de 2026, o mercado de trabalho brasileiro apresentou um desempenho positivo, com a criação de 112.334 vagas formais de emprego em janeiro. Esse número é resultado de 2.208.030 admissões contra 2.095.696 desligamentos no período, superando as projeções dos economistas, que esperavam a geração de 92 mil a 95 mil postos após um ano de 2025 de recordes.
Recuperação após mês fraco em dezembro
O saldo de empregos em janeiro reflete, em grande parte, um movimento de recomposição após um dezembro mais fraco do que o esperado, com um aumento significativo de 113 mil postos. A XP destacou que a média móvel de 3 meses ficou em torno de 60 mil vagas, indicando uma melhora expressiva no mercado de trabalho.
Diferentes setores apresentam recuperação
Todos os setores da economia mostraram recuperação no início de 2026, com destaque para Serviços, que passou de 19 mil para 47 mil novas vagas; Comércio, que saiu de -12 mil para 28 mil; Construção, que foi de -15 mil para 24 mil e Indústria, que aumentou de -7 mil para 18 mil. A Agropecuária manteve um saldo líquido de 4 mil vagas, contribuindo para o movimento de retomada do emprego.
Indústria lidera contratações em janeiro
Na análise por setor, a indústria foi o principal motor de contratações, gerando 54.991 novos postos de trabalho. A construção civil também teve um desempenho sólido, com 50.545 vagas adicionadas à economia. Já o setor de serviços registrou a abertura de 40.525 vagas, enquanto a agropecuária somou 23.037 postos. Por outro lado, o comércio foi o único segmento a apresentar fechamento líquido de vagas, com uma perda de 56.800 postos.
Salários têm crescimento modesto em janeiro
Apesar da criação de vagas acima do esperado, o crescimento dos salários foi modesto em janeiro. O salário médio de admissão nominal teve um aumento de 6,1% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, ficando abaixo da média de 7% observada nos três meses anteriores. Já o salário médio de desligamento nominal avançou 6,7% na comparação anual. Em termos reais, o salário médio de admissão teve uma queda de 0,1%, enquanto o salário médio de desligamento subiu 1,1%.
Perspectivas para o restante de 2026
Apesar da melhora no mercado de trabalho em janeiro, a análise do histórico recente mostra uma desaceleração no ritmo de criação de vagas formais. A expectativa é de que o emprego formal continue sendo o componente mais resiliente diante da desaceleração da atividade econômica. A XP projeta a criação líquida de aproximadamente 900 mil empregos formais em 2026, com a taxa de desemprego encerrando o ano em torno de 5,6%.
O estoque total de vínculos celetistas no país atualmente é de 48,6 milhões de trabalhadores, e a perspectiva é de que o mercado de trabalho se mantenha robusto, garantindo uma taxa de desocupação baixa ao longo do ano.
Fonte: Estadão
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