Crise no Irã impacta economia global, segundo Verde Asset Management
A trégua temporária entre Estados Unidos e Irã trouxe soluções momentâneas, mas a Verde Asset Management alerta para os efeitos de longo prazo da guerra, mesmo se o conflito terminar em breve. A gestora de Luis Stuhlberger ressalta que os preços altos de energia devem persistir, levando a uma situação de estagflação, que combina desaceleração econômica e inflação.
De acordo com a análise, a liberação do tráfego no Estreito de Ormuz é um desafio importante. O Irã teria concordado em liberar a passagem mediante o pagamento de um pedágio, uma medida considerada problemática a longo prazo pela gestora. Apesar de acalmar incertezas momentaneamente, essa solução traz preocupações para o futuro.
A situação na região ainda é delicada, com relatos de tráfego limitado no Estreito de Ormuz e interrupções devido a ataques israelenses ao Líbano. Além disso, drones iranianos atingiram alvos americanos no Golfo e instalações petrolíferas na Arábia Saudita. O vice-presidente americano afirma que a trégua é frágil, e o preço do petróleo permanece acima de US$ 90 o barril.
No cenário nacional, a Verde vê o Brasil como um ponto positivo em MEIo à turbulência global e, por isso, aumentou suas posições em ações locais. O país tem se beneficiado da volatilidade do mercado em março, principalmente no câmbio e no mercado de ações, devido ao preço mais alto do petróleo. A gestora considera o Brasil favorável em comparação com outros mercados emergentes importadores de energia.
Diante desse contexto, a Verde ajustou sua estratégia, aumentando a participação em ações brasileiras e zerando posições em juro real. A gestora também optou por manter alocações em crédito e desfez-se de proteções contra perdas nesse mercado. No exterior, a Verde manteve investimentos em bolsa global, moeda chinesa e comprou proteção de crédito da Arábia Saudita.
Apesar do ambiente desafiador para fundos multimercados, o Verde entregou um retorno de 0,05% no último mês, contra 1,21% do CDI. No acumulado de 2026, o fundo registra um retorno de 4,57%, frente a 3,41% do benchmark da classe. A gestora enfatiza a importância de se manter atenta aos desdobramentos da crise no Irã e aos impactos que ela pode gerar na economia global.
Fonte: Valor Econômico
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
