XP projeta redução da Selic para 12,50% em 2026 e 11% em 2027
A expectativa da XP é que o Copom mantenha a taxa de juros em 15% na próxima reunião e inicie um ciclo de cortes a partir de março, com cinco reduções consecutivas de 0,50 pontos percentuais. A previsão é encerrar o ano de 2026 com a Selic em 12,50% e em 11% ao final de 2027, segundo economistas da instituição.
De acordo com o relatório assinado por Caio Megale, Rodolfo Margato e Alexandre Maluf, o ritmo de corte da taxa básica de juros dependerá das perspectivas de controle de gastos públicos. A projeção também leva em consideração um cenário com ajustes fiscais e uma possível reforma nas contas públicas em 2027.
Inflação e PIB
Os indicadores de inflação e atividade econômica permaneceram estáveis desde dezembro, com o IPCA encerrando 2025 em 4,26%, dentro da margem da meta inflacionária. Os economistas destacam que os núcleos da inflação se mantêm entre 3,5% e 4%, enquanto os preços ao produtor estão em desaceleração, sinalizando positivamente para os próximos índices do IPCA.
Por outro lado, a desaceleração da atividade econômica e a alta dos preços das commodities no início do ano colocam pressão sobre os preços. As tensões sobre a inflação são agravadas pela situação do mercado de trabalho.
Eleições e reformas influenciam nos cortes de juros em 2027
Além das variáveis econômicas, a corrida eleitoral e as perspectivas de reformas fiscais também influenciam na trajetória da política monetária. Em um cenário-base, a XP avalia que o próximo governo adotará medidas para conter despesas, mas insuficientes para resolver o déficit entre a dívida pública e o PIB. Com isso, os cortes de juros em 2027 também seriam limitados, mantendo a projeção de 11% para a Selic no final do ano.
Os economistas da XP ressaltam que a condução da política fiscal a partir de 2027 poderá abrir espaço para cortes adicionais de juros. Em um cenário de ajustes fiscais mais robustos, a taxa Selic poderia convergir para um nível neutro, estimado em torno de 5,5% em termos reais.
Diante desse cenário, o mercado financeiro aguarda as decisões do Copom e os desdobramentos político-econômicos que podem impactar a trajetória da Selic nos próximos anos.
Fonte: Estadão
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