XP e Santander apontam direções para a próxima decisão do BC: quais são?

Copom deve adotar postura cautelosa, apontam XP e Santander

Especialistas da Santander Asset Management e da XP concordam que o Comitê de Política Monetária (Copom) deve manter a taxa Selic em 15% ao ano até o final de 2025. Mesmo diante de sinais de desaceleração da inflação, Eduardo Jarra, Luciano Rais e Rodolfo Margato sugerem uma postura cautelosa por parte do Banco Central.

O Copom tem adotado uma estratégia de espera para avaliar os dados econômicos antes de qualquer ajuste na taxa de juros, reforçando a permanência em níveis elevados por um período prolongado. Esse cenário, dentro do contexto atual, traz debates sobre o ciclo de cortes nos juros.

A expectativa é de que o primeiro corte na Selic ocorra em março de 2026, com redução de 0,50 ponto percentual, embora não seja descartada a possibilidade de flexibilização já em janeiro. Fatores como inflação acima da meta, mercado de trabalho aquecido e o período eleitoral geram recomendações de cautela por parte da XP, que aponta para um início mais tardio do afrouxamento monetário.

A saída de membros conservadores do Banco Central acrescenta incertezas ao processo decisório. O ambiente político após as eleições de 2026 será determinante para a extensão do ciclo de cortes, que pode variar entre 2,00 e 3,00 pontos percentuais, segundo Luciano Rais, da Santander. A taxa de câmbio também é citada como um risco significante, sendo os juros elevados uma proteção contra volatilidades externas.

O movimento do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, será influente para as decisões do Copom. Além disso, há preocupações com o aumento do valuation das empresas ligadas à inteligência artificial e o crescimento do mercado de crédito nesse setor, que podem representar desafios futuros.

De acordo com projeções da XP, um ciclo de afrouxamento composto por seis cortes consecutivos de 0,5 ponto percentual está previsto a partir de março de 2026, levando a Selic a atingir 12% ao ano.

Essas análises e projeções refletem a complexidade do cenário econômico atual e as incertezas que cercam as decisões do Banco Central e do Copom nos próximos meses. A manutenção da Selic em patamares elevados, apesar da desaceleração da inflação, demonstra a necessidade de uma abordagem cautelosa e atenta aos diversos fatores que impactam a economia brasileira.

Fonte: InfoMoney

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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