XP alerta que queda da inflação não é satisfatória e recomenda cautela do Copom em relação aos juros

Mercado financeiro aguarda decisão do Copom sobre taxa de juros

A expectativa do mercado financeiro está voltada para a decisão que será tomada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira (10). Segundo o relatório da XP, a inflação brasileira está em declínio, porém, o cenário econômico requer cautela.

Os economistas da XP apontam que, apesar da redução da taxa de inflação, os riscos ainda persistem e a melhoria nesse cenário tem sido mais gradual do que o previsto. Por conta disso, a previsão é de que a Selic seja mantida em 15%, com possível redução somente a partir de março, chegando a 12% até o final de 2026.

Análise macroeconômica destaca evolução da inflação e riscos presentes

Segundo a XP, os indicadores divulgados desde a última reunião do Copom foram ligeiramente favoráveis. A inflação corrente está em trajetória de queda, com os núcleos próximos à meta e a inflação ao produtor retornando ao território negativo. Além disso, a taxa de câmbio apresentou recuo e os indicadores de atividade vêm desacelerando gradualmente.

Mesmo com esse cenário aparentemente positivo, a XP alerta para os riscos que ainda cercam a economia, como a política fiscal expansionista dos governos federal e estaduais. Essa expansão fiscal, especialmente em período eleitoral, pode pressionar a inflação e limitar os cortes de juros previstos para 2026.

Projeções da XP indicam possíveis cortes a partir de março

A XP projeta que o ciclo de cortes de juros possa ter início em março, com reduções de 0,50 pontos percentuais a cada decisão do Copom. A previsão é que a Selic alcance 12% ao final desse ciclo, mesmo com a possibilidade de antecipação para janeiro.

Apesar dos cortes esperados, manter a taxa básica de juros em 12% ainda é considerado restritivo, o que pode encarecer o crédito e dificultar os investimentos. Segundo a XP, será necessário implementar reformas que reduzam o ritmo de crescimento das despesas públicas para que os juros básicos se aproximem do nível neutro, estimado em torno de 5,5% em termos reais.

Conclusão do Copom ainda incerta quanto à flexibilização dos juros

Com base nas análises da XP, a expectativa é de que o Copom sinalize a necessidade de mais cautela, indicando que ainda não é o momento para flexibilizar os juros. Mesmo com a melhora no cenário inflacionário, a proximidade da meta e o mercado de trabalho aquecido podem adiar a decisão de cortes imediatos.

Os economistas da XP acreditam que o Copom continuará a avaliar os dados disponíveis, sem se comprometer totalmente a iniciar o ciclo de cortes. A reunião de janeiro pode ser deixada em aberto, aguardando mais informações e indicadores econômicos antes de tomar uma decisão mais concreta.

Assim, o mercado financeiro aguarda a decisão do Copom com expectativas sobre o rumo da taxa de juros e seu impacto na economia brasileira nos próximos meses.

Fonte: InfoMoney

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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