Senado dos EUA confirma indicação de Stephen Miran para o Federal Reserve
O Senado norte-americano aprovou a indicação de Stephen Miran para o conselho de governadores do Federal Reserve, escolha do presidente Donald Trump. A confirmação ocorreu por uma margem apertada de 48 a 47, permitindo a participação de Miran na reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) que discutirá um eventual corte de juros, marcada para a próxima terça-feira.
Miran, atual presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca, afirmou que se afastará temporariamente do cargo sem remuneração para atuar no Fed. Apesar disso, ele não pretende renunciar à posição no governo, o que gerou críticas de democratas e economistas em relação à possível interferência na independência do banco central.
A nomeação de Miran é para ocupar o lugar deixado por Adriana Kugler, com mandato previsto até 31 de janeiro de 2026. Durante a sabatina, Miran mencionou que abriria mão do cargo na Casa Branca se fosse indicado para um mandato mais longo, mas esta condição não se aplica à nomeação atual, que é de pouco mais de quatro meses.
A confirmação de Miran ocorre em um momento de pressão política sobre o Federal Reserve. Trump tem defendido cortes mais agressivos nas taxas de juros, chegando a pedir publicamente, em redes sociais, que o presidente do Fed, Jerome Powell, reduza as taxas de forma significativa e imediata. Miran, alinhado à visão do governo, pode se tornar um defensor de cortes mais amplos no colegiado.
Paralelamente à aprovação de Miran, Trump busca remover a governadora Lisa Cook, indicada por Joe Biden, do cargo no Fed. No entanto, a Justiça impediu a exoneração até o fim da reunião do FOMC, garantindo a participação de Cook nas decisões. Esse episódio reflete a tensão entre a Casa Branca e a autoridade monetária em um momento crucial para a definição da política de juros nos EUA.
Fonte: Valor Econômico
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