Brasil mantém 2º maior juro real do mundo pelo 8º mês consecutivo, com Selic em 14,75%

Brasil tem o 2º maior juro real do mundo pela oitava vez consecutiva

O juro real do Brasil atingiu 9,51% após o Copom decidir reduzir a Selic para 14,75%. Com isso, o país mantém a segunda posição no ranking dos maiores juros reais do mundo pela oitava vez consecutiva, segundo levantamento da MoneYou e Lev Intelligence.

Considerando a inflação e a taxa Selic, o juro real brasileiro superou 9,5%. Caso o corte fosse de MEIo ponto percentual, o Brasil ocuparia o quarto lugar, com 8,75% de juro real. Já com a Selic mantida em 15%, o país permaneceria em segundo, com um juro real de 9,83%.

Projeções e cenário econômico

O economista-chefe Jason Vieira projetava uma probabilidade de 40% para um corte de 0,25 ponto percentual, 35% para um corte de 0,5 p.p. e 25% para a manutenção da taxa. O cenário incerto de inflação foi agravado pelo conflito no Oriente Médio, influenciando a decisão do Copom.

Comparação com outros países

A Turquia lidera o ranking dos maiores juros reais, alcançando 10,38%. Na última análise, a Rússia ocupava essa posição, agora dividida com a Argentina, ambos com 9,41%. México (5,39%) e África do Sul (5,22%) também aparecem entre os cinco primeiros.

Em relação às decisões sobre taxas de juros, 82,50% dos 40 países analisados mantiveram suas taxas, enquanto 7,50% as elevaram e 10,00% as reduziram. No panorama geral, considerando 164 países, 79,27% mantiveram as taxas, 3,05% as aumentaram e 17,68% as reduziram.

Dados do ranking de juros reais

1. Turquia: 10,38%
2. Brasil: 9,51%
3. Rússia: 9,41%
4. Argentina: 9,41%
5. México: 5,39%
6. África do Sul: 5,22%
7. Indonésia: 3,31%
8. Hungria: 3,02%
9. Colômbia: 2,99%
10. Filipinas: 2,81%
11. Hong Kong: 2,71%
12. Polônia: 2,61%
13. Israel: 2,39%
14. Chile: 2,23%
15. República Tcheca: 2,20%
16. Cingapura: 2,10%
17. Índia: 2,00%
18. Austrália: 1,62%
19. Tailândia: 1,51%
20. Coréia do Sul: 1,35%
21. Malásia: 1,28%
22. Reino Unido: 1,24%
23. Bélgica: 0,97%
24. China: 0,79%
25. França: 0,74%
26. Suécia: 0,74%
27. Estados Unidos: 0,58%
28. Grécia: 0,44%
29. Itália: 0,35%
30. Espanha: 0,27%
31. Dinamarca: 0,22%
32. Alemanha: 0,18%
33. Portugal: 0,11%
34. Holanda: 0,01%
35. Nova Zelândia: -0,03%
36. Áustria: -0,07%
37. Taiwan: -0,15%
38. Suíça: -0,21%
39. Japão: -0,97%
40. Canadá: -1,54%

MoneYou e Lev Intelligence

Conclusão

Com a taxa de juros real permanecendo como a segunda maior do mundo, o Brasil enfrenta desafios econômicos que influenciam diretamente a decisão do Copom em relação à Selic. O cenário de incerteza global, somado aos indicadores internos, levam a projeções e análises constantes por parte dos especialistas do mercado financeiro, buscando acompanhar e compreender as tendências e impactos dessas medidas na economia nacional e global.

Fonte original: CNN Brasil

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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