Economia brasileira apresenta ligeira alta no IBC-Br, mas economistas preveem desaceleração
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou um aumento de 0,4% em agosto, em relação ao mês anterior, interrompendo três meses de queda. Apesar disso, o resultado ficou aquém das expectativas do mercado, que estimava um crescimento de 0,7%, e da XP, que projetava uma alta de 1,1%.
A XP aponta que, com esse desempenho, a projeção é de uma queda de 0,8% no terceiro trimestre em comparação com o anterior. Embora o IBC-Br tenha avançado 0,1% em relação a agosto de 2024, a XP ressalta que o ganho de 3,2% na soma móvel de 12 meses reflete uma desaceleração da atividade econômica ao longo do ano.
De acordo com a análise da equipe econômica da XP, a tendência de desaceleração é justificada pelo agravamento das condições de crédito, com impacto nos juros mais altos, aumento da inadimplência e endividamento das famílias. Apesar disso, o crescimento da renda é citado como um fator que pode amenizar esse cenário no curto prazo.
A corretora prevê que o IBC-Br de setembro possa registrar uma queda mensal de 0,1%, mas aponta para uma alta de 2,1% na comparação anual. Com isso, a XP estima uma possível queda de 0,6% no terceiro trimestre de 2025.
A análise da Armour sugere que o resultado de agosto representa uma recuperação em relação ao desempenho negativo de julho. No entanto, a projeção é de um ritmo moderado de crescimento que deve se manter até o final do ano, influenciado por uma política monetária ainda restritiva.
A economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o dado de agosto reforça a percepção de que a economia brasileira não está sujeita a uma desaceleração brusca, mas sim a um período de crescimento mais contido. Ela aponta que a trajetória para o segundo semestre dependerá da política monetária, da confiança dos agentes econômicos e do mercado de trabalho, em um cenário desafiador fiscal e externo.
Em MEIo a esse contexto, a XP decidiu manter sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2025, com expectativa de um aumento de 0,2% no terceiro trimestre em comparação com o anterior e de 1,65% na comparação anual. A corretora avalia que, mesmo com a recuperação pontual em agosto, a tendência aponta para uma desaceleração da atividade econômica nos próximos meses.
Fonte: CNN Brasil
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