Déficit primário do setor público atinge R$ 66,566 bilhões em julho
No mês de julho, o setor público consolidado do Brasil, composto pelo governo central, Estados, municípios e estatais sem Petrobras e Eletrobras, registrou um déficit primário de R$ 66,566 bilhões. Esse número é superior ao saldo negativo de R$ 47,091 bilhões registrado em junho, conforme divulgado pelo Banco Central.
O resultado de julho ficou acima do esperado pela mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava um déficit de R$ 63,250 bilhões. Todas as estimativas do mercado estavam no campo negativo, variando de R$ 71,20 bilhões a R$ 58,0 bilhões. Esse déficit representa o maior valor para meses de julho desde 2020, quando o resultado primário do setor público foi de R$ 81,071 bilhões no negativo. Em comparação, em julho de 2024, o déficit foi de R$ 21,348 bilhões.
Deficit por segmento: governo central e estatais no vermelho
No detalhamento por segmento, o governo central, que engloba Tesouro Nacional, Banco Central e INSS, apresentou um déficit de R$ 56,361 bilhões em julho. Já os Estados e municípios registraram um déficit de R$ 8,148 bilhões, enquanto as empresas estatais tiveram um saldo negativo de R$ 2,058 bilhões. De forma isolada, os Estados registraram um déficit de R$ 6,546 bilhões, e os municípios um déficit de R$ 1,602 bilhão.
Déficit acumulado e projeção para 2026
No acumulado de janeiro a julho de 2025, o setor público consolidado apresentou um déficit primário de R$ 44,537 bilhões, equivalente a 0,61% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Esse resultado é impulsionado pelo déficit de R$ 68,684 bilhões do governo central, representando 0,95% do PIB. Por outro lado, Estados e municípios tiveram um superávit de R$ 32,431 bilhões (0,45% do PIB), e as empresas estatais apresentaram um déficit de R$ 8,285 bilhões (0,11% do PIB).
Isoladamente, os Estados acumularam um superávit de R$ 27,621 bilhões no período de janeiro a julho, enquanto os municípios registraram um saldo positivo de R$ 5,170 bilhões. Estes números demonstram o cenário desafiador das contas públicas, impactadas por despesas elevadas e receitas limitadas, destacando a necessidade de ajustes e controle fiscal para garantir a sustentabilidade das Finanças do país.
Fonte: Valor Econômico
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
