Empresas brasileiras enfrentam desafios com a reforma tributária
Menos de um ano para o início do período de transição da reforma tributária, empresas brasileiras demonstram preocupação com a falta de preparo. Segundo pesquisa da consultoria Robert Half, apenas 11% se consideram totalmente preparadas para as mudanças no sistema de Impostos sobre o consumo.
Dado o cenário, 50% das empresas reconhecem a necessidade de um melhor planejamento, enquanto 37% ainda se encontram despreparadas, mesmo tendo iniciado estudos sobre os impactos da reforma. A urgência de planejamento é destacada, especialmente em relação ao capital humano.
Demanda por profissionais qualificados e investimentos adicionais
O estudo revela que 53% das empresas pretendem contratar pelo menos três novos colaboradores para lidar com a transição, sendo que esse número sobe para 58% nas grandes companhias. As contratações visam substituir equipes dedicadas à reforma, incorporar especialistas em tecnologia e auxiliar no diagnóstico de impactos.
O período de transição, previsto para 2026 a 2033, exigirá que as empresas operem simultaneamente com dois sistemas tributários: o atual e o novo. Isso acarretará em investimentos adicionais, conforme aponta o sócio do Bandeira Damasceno Advogados, Bruno Damasceno.
Complexidade operacional impulsiona contratações temporárias
A complexidade operacional e a incerteza econômica têm impulsionado a contratação de gestores interinos para projetos ligados à reforma, com um aumento de 24% nesse tipo de demanda entre abril e junho de 2025. A combinação de especialistas temporários e um núcleo interno permanente tem se mostrado uma solução custo-efetiva para a adequação das empresas.
Insegurança jurídica e vantagens para empresas preparadas
Além da complexidade operacional, a unificação de Tributos de diferentes esferas gera insegurança jurídica, levantando dúvidas sobre processos futuros e recuperação de créditos tributários. Especialistas apontam que empresas que se prepararem antecipadamente terão vantagem competitiva, com previsão de maior eficiência operacional após a fase de transição.
Segundo Vitor Silverio, da Robert Half, a preparação não deve ser deixada para a última hora, pois pessoas e processos precisam estar prontos desde já. A reforma tributária é vista não apenas como uma mudança fiscal, mas como uma reforma de negócios que impactará toda a cadeia operacional, logística e de precificação das empresas. A união dos Tributos em um modelo dual visa simplificar processos e reduzir o tempo gasto com obrigações tributárias no país.
Fonte original: Jornal Contábil
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
