Reforma Tributária: Lucro Presumido pode deixar de ser vantajoso em 2027
A partir de 2027, com o início da Reforma Tributária, escolher o regime de Lucro Presumido provavelmente não será a melhor opção para efeitos tributários, segundo análise realizada.
As empresas atualmente têm três opções tributárias: Lucro Real, Lucro Presumido e Simples Nacional, cada uma com suas particularidades e restrições para atividades específicas.
O Lucro Real é uma opção para qualquer empresa, enquanto o Lucro Presumido é adequado para aquelas com faturamento anual de até R$ 78 milhões e o Simples Nacional para empresas com faturamento inferior a R$ 4,8 milhões.
Não basta considerar apenas a simplificação operacional e contábil ao escolher entre os regimes tributários. O mais importante é optar por aquele que resultará em menor pagamento de Impostos, independente da complexidade.
A contabilidade e a elaboração de balanços são imprescindíveis para qualquer empresa, conforme previsto no artigo 1.179 do Código Civil, com exceção apenas das empresas classificadas como MEI.
Com a possibilidade da extinção dos benefícios atuais do Lucro Presumido a partir de 2027, as empresas precisarão realizar simulações para escolher o regime tributário mais econômico, considerando também a nova CBS que substituirá o Pis e a Cofins.
A partir de 2027, a CBS deve iniciar em torno de 9%, aumentando gradativamente até atingir entre 27% e 28% ao final do ciclo da Reforma Tributária, previsto para 2032.
Em relação à taxação, a vantagem do Lucro Presumido de 3,65% em Pis e Cofins comparado aos 9,25% do Lucro Real pode não mais ser atrativa a partir de 2027. Além disso, a tributação de 9,25% também será extinta nesse período.
Diante dessas mudanças, as empresas precisarão se preparar para um período de transição complexo, com a necessidade de gerenciar diferentes contabilidades tributárias e ajustar suas estratégias para enfrentar um possível aumento da carga tributária.
É fundamental que as empresas realizem simulações para os anos de 2027 e 2028 para antecipar possíveis impactos negativos e tomar as medidas necessárias para garantir a sustentabilidade de seus negócios. A reestruturação de contratos, o ajuste de preços e a redução de custos podem ser ações essenciais para lidar com as mudanças que a Reforma Tributária irá trazer.
Neste cenário desafiador, as empresas que desejam preservar suas margens de lucro precisam agir com antecedência, tomando decisões estratégicas já em 2026 para mitigar os efeitos da tributação mais elevada que se espera nos próximos anos.
Fonte: Portal Contábeis
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
