AmdJus – Portal de contabilidade online

Notícias e atualizações sobre contabilidade, tributos e economia para empresas e profissionais.

Economia

Itaú projeta impactos significativos nos próximos 45 dias até o Copom: o que esperar?

Conflito no Oriente Médio pressiona economia global e preocupa o Brasil

A redução da taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual pelo Comitê de Política Monetária (Copom) levantou reflexões sobre os impactos do conflito no Oriente Médio na economia global. Antes voltada para uma desaceleração econômica, a preocupação passou a ser a pressão nos combustíveis, especialmente devido ao bloqueio no Estreito de Ormuz.

Analistas do Itaú, Luciana Ribeiro, Júlia Gottlieb e Pedro Schneider, alertam para a duração esperada do bloqueio até pelo menos abril. Essa previsão indica que o impacto do conflito pode ser resolvido antes da próxima reunião do Copom, agendada para 28 e 29 de abril.

Publicidade

Decisões do Copom e perspectivas econômicas

O Itaú destaca que, diante do atual cenário geopolítico, o Copom terá espaço para monitorar a evolução dos acontecimentos. A expectativa é de possíveis cortes de 25 ou 50 pontos-base, dependendo da resolução do conflito no Oriente Médio.

Impacto do bloqueio no Estreito de Ormuz

A manutenção prolongada do bloqueio no Estreito de Ormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo, tende a elevar os preços, impactando a economia global. Esse cenário pressiona os países a buscar uma solução rápida para evitar escaladas nos preços.

Pressões eleitorais e impactos nos preços dos combustíveis

Os Estados Unidos, responsáveis pelos ataques iniciais, enfrentam pressões políticas devido às eleições parlamentares em novembro. O prolongamento do conflito poderia afetar a inflação americana, os preços dos combustíveis e o apoio popular a Donald Trump.

Repercussões no mercado brasileiro

No Brasil, a alta dos preços externos dos combustíveis afeta diretamente a inflação, estimando-se um impacto de 0,20 p.p. no IPCA para cada aumento de 10% no preço da gasolina na bomba. Assim, a projeção do Itaú para a inflação pode subir de 3,4% para 3,6%.

Resiliência da economia brasileira

Apesar das turbulências causadas pelo conflito, o Brasil possui mecanismos de defesa. O diferencial da taxa Selic em relação a outros mercados continua atraindo investidores estrangeiros, impedindo uma desvalorização mais acentuada do real.

Balança comercial e política de preços da Petrobras

O Brasil se beneficia de uma balança comercial positiva relacionada ao petróleo, cuja exportação gera receitas em dólar. Além disso, a política de preços da Petrobras, que não segue a paridade internacional, e a possibilidade de intervenção do governo para suavizar os repasses nos combustíveis são colchões econômicos importantes.

Riscos fiscais e transparência na gestão

Os analistas do Itaú alertam para os riscos fiscais decorrentes de ações governamentais que possam distorcer o mercado. A transparência na gestão, sobretudo em relação a subsídios para conter aumentos de preços, é fundamental para manter a estabilidade econômica.

Projeções econômicas e cenário futuro

Atualmente, as projeções do Itaú indicam um PIB de 1,9%, inflação de 3,8%, Selic em 12,25% e dólar a R$5,40 para 2026. Para 2027, as estimativas são de PIB em 1,7%, inflação em 3,9%, Selic em 11,25% e dólar a R$5,60.

O Itaú destaca a importância de acompanhar de perto a evolução dos eventos geopolíticos e suas repercussões na economia brasileira nos próximos meses.

Publicidade

Fonte original: Infomoney

Publicidade

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

AmdJus - Portal de contabilidade online
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.