EUA divulgam inflação de julho gerando preocupações no mercado
O Índice de Preços ao Consumidor dos Estados Unidos (IPC) possivelmente teve um aumento moderado em julho, apesar da alta nos custos de produtos como móveis e vestuário devido às tarifas de importação, resultando em uma máxima de seis meses no núcleo do índice.
O relatório do Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho divulgado nesta terça-feira (12) reflete preocupações crescentes sobre a qualidade dos relatórios de inflação e emprego, devido a cortes orçamentários e de pessoal que levaram à suspensão da coleta de dados em algumas regiões do país.
A demissão de Erika McEntarfer, chefe do escritório, ocorreu após dados apontarem um crescimento lento de empregos em julho, somado a revisões significativas para baixo na criação de vagas de trabalho em maio e junho. Esses eventos aumentaram as incertezas no mercado.
A suspensão da coleta de dados foi motivada pelo subfinanciamento crônico do escritório de estatísticas, agravado pela política de cortes de gastos e demissões implementada pela administração do presidente Donald Trump.
Economistas veem a situação como “terrorismo de dados”, aumentando a possibilidade de ruídos nos resultados. A previsão é de um aumento de 0,2% nos preços ao consumidor em julho, em comparação com o aumento de 0,3% registrado em junho, reflexo de uma leve queda nos preços da gasolina.
No período de 12 meses até julho, estima-se que o índice tenha avançado 2,8%, em comparação com os 2,7% registrados em junho. Excluindo alimentos e energia, o índice deve ter subido 0,3%, impulsionado pelos preços mais altos de mercadorias sensíveis a tarifas, como peças de veículos e brinquedos.
O núcleo do índice de preços ao consumidor deve ter aumentado 3,0% nos 12 meses até julho, após um aumento de 2,9% em junho, mostrando a pressão inflacionária em alguns setores da economia americana.
Esses dados suscitam preocupações no mercado em relação à qualidade e confiabilidade das informações, especialmente em um contexto marcado por cortes e reestruturações na coleta de dados econômicos nos EUA.
Fonte: Estadão
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
