Inflação medida pelo IPCA-15 cresce menos que o previsto em outubro devido a redução na conta de luz

IPCA-15 registra alta de 0,18% em outubro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) apresentou uma alta de 0,18% em outubro, ficando abaixo da expectativa dos economistas consultados pela Reuters, que previam um avanço de 0,25% no mês.

Queda de energia elétrica influenciou o índice

O recuo nos custos de energia elétrica contribuiu para a variação menor do IPCA-15 em outubro. A taxa em 12 meses ficou em 4,94%, abaixo da projeção de 5,01%.

Setor de Transportes teve maior impacto positivo

O grupo de Transportes foi o que mais impactou a alta do IPCA-15 em outubro, com uma variação de 0,41%. Os combustíveis tiveram destaque, com aumento de 1,16%, assim como as passagens aéreas, que subiram 4,39%.

Habitação desacelera alta

Já o grupo de Habitação desacelerou a alta em outubro, registrando uma variação de 0,16%. Destaque para a queda de 1,09% na energia elétrica residencial, após um aumento expressivo de 12,17% no mês anterior.

Alimentação e Bebidas recuam

Os custos com Alimentação e Bebidas apresentaram um recuo de 0,02% em outubro, em comparação com a queda de 0,35% no mês anterior. Alimentos como cebola, ovo de galinha, arroz e leite longa vida registraram deflações, enquanto óleo de soja e frutas tiveram alta.

Petrobras reduz preço médio da gasolina

Apesar do aumento nos combustíveis, a Petrobras anunciou uma redução de 4,9% no preço médio da gasolina vendida em suas refinarias, em um momento em que o valor do combustível no Brasil está acima do praticado no exterior.

Política monetária e projeções futuras

Com a taxa básica de juros mantida em 15%, o Banco Central adotou um novo estágio da política monetária visando atingir a meta de inflação. A expectativa é que a inflação se aproxime do centro da meta no primeiro trimestre de 2028, e a projeção atual é de que encerre o ano em 4,70%, com a Selic mantida em 15%.

Esses dados refletem a dinâmica econômica do país e as medidas tomadas para controlar a inflação, impactando diretamente o bolso dos consumidores e a política monetária adotada pelo governo.

Fonte original: Valor Econômico

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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