Galapagos Capital aposta: Brasil tem potencial para se tornar líder mundial em processamento de dados

Brasil pode se tornar um destaque global no processamento de dados

Um estudo da Galapagos Capital, área de banco de investimentos, aponta que a América Latina apresenta vantagens estruturais para se tornar um hub natural na expansão da infraestrutura digital, com destaque para a construção de data centers. O Brasil surge como um forte candidato a assumir um papel de liderança nesse cenário, comparado a um “celeiro global” no processamento de dados.

Segundo a pesquisa, a demanda global por capacidade de data centers deve chegar a 219 gigawatts até 2030, impulsionada pelo crescimento do mercado de serviços em nuvem e de inteligência artificial. Para atender a essa demanda, estima-se que seja necessário um investimento de até US$7,9 trilhões entre 2025 e 2030, com os grandes hyperscalers aumentando seus investimentos de forma significativa.

Oportunidades e desafios para o Brasil

O Brasil, que já abriga 189 data centers, principalmente na região Sudeste com destaque para São Paulo, tem potencial para se destacar nesse cenário. O país reúne uma combinação de atributos favoráveis, como energia renovável, preços de eletricidade competitivos e um ambiente regulatório que tem evoluído para beneficiar o setor de data centers.

Um marco regulatório como a Política Nacional de Data Centers, incluindo o programa ReData que prevê a redução da carga tributária sobre equipamentos, tem contribuído para atrair investimentos e impulsionar o crescimento do mercado brasileiro de data centers. A previsão é que o setor cresça de US$5,3 bilhões em 2024 para US$7,1 bilhões até 2029.

Potenciais concorrentes na região

Além do Brasil, o estudo também destaca o Chile, México e Colômbia como mercados-chave na América Latina. O Chile, por exemplo, apresenta uma expectativa de crescimento de capacidade instalada significativa até 2030, com incentivos fiscais e excedente renovável no norte do país. Já o México e a Colômbia têm previsões de crescimento anual expressivo em demanda de energia para data centers.

Com incentivos fiscais, acordos internacionais e programas específicos para o setor, esses países têm buscado se posicionar estrategicamente no mercado de processamento de dados na região. A proximidade com os Estados Unidos e a disponibilidade de energia limpa também são fatores que impulsionam a competitividade desses países.

Conclusão

A América Latina, com o Brasil em destaque, apresenta um cenário favorável para se consolidar como um importante polo no processamento de dados a nível global. Com a demanda por capacidade de data centers em constante crescimento, a região tem a oportunidade de atrair investimentos e impulsionar a sua infraestrutura digital, contribuindo para o desenvolvimento econômico e tecnológico.

Fonte: InfoMoney

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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