FGV aponta: Setores industriais, de construção e comercial eliminam 34 mil postos de trabalho para profissionais com formação superior até 2025

Mercado de trabalho formal tem redução de 34 mil vagas com ensino superior em 2025

No ano de 2025, o mercado de trabalho formal no Brasil apresentou uma queda na abertura de vagas com carteira assinada em comparação a anos anteriores. Os setores de indústria, construção e comércio foram responsáveis pelo corte de 34.297 empregos formais de colaboradores com ensino superior completo.

Um estudo realizado por pesquisadoras do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) analisou os microdados do Novo Caged e revelou que em 2025 foram criadas 1.279.448 vagas formais, sendo 24.513 destinadas a profissionais com ensino superior completo. No entanto, houve demissões líquidas de trabalhadores qualificados nesses setores, com destaque para a indústria, construção e comércio.

Impacto dos juros elevados e desaceleração econômica

A manutenção dos juros em patamares elevados e a desaceleração da atividade econômica são apontados como fatores que influenciaram a redução na geração de empregos com carteira assinada em 2025. A pesquisa da FGV destaca que a taxa de juros é um dos principais elementos que afetam a criação de postos de trabalho formais.

Em dezembro de 2025, o mercado formal registrou o pior saldo para o mês na série histórica do Novo Caged, com a perda de 618.164 vagas líquidas. Todos os setores econômicos apresentaram retração, exceto a agropecuária. A expectativa para 2026 é de um desempenho ainda mais modesto na geração de empregos com carteira assinada, devido à incerteza provocada pela manutenção dos juros elevados e o cenário das eleições.

Desafios para a geração de empregos formais

Para reverter o quadro de redução de empregos formais, os especialistas apontam a necessidade de uma redução na taxa básica de juros, além da melhora no ambiente de negócios. A preocupação com a qualidade dos empregos também é destacada, considerando que mais de 38% dos trabalhadores no Brasil estão na informalidade.

A pesquisadora da FGV ressalta que a informalidade prejudica não apenas a evasão fiscal, mas também a segurança do trabalhador, que fica sem garantias. Para garantir a retomada do emprego com carteira assinada, é essencial focar na geração de postos de trabalho formais e na melhoria do ambiente econômico.

Conclusão

Diante do cenário de desafios para a geração de empregos formais no Brasil, a redução da taxa de juros e a melhoria do ambiente de negócios surgem como soluções essenciais. A incerteza provocada pela manutenção dos juros elevados e pelo contexto político das eleições de 2026 torna o horizonte da geração de empregos ainda mais desafiador. A busca por maior formalização no mercado de trabalho e pela qualidade dos empregos são aspectos cruciais para impulsionar a economia e garantir mais estabilidade aos trabalhadores brasileiros.

Fonte: Valor Econômico

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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