Estudo aponta que superávit primário acima de 2% do PIB seria necessário para conter dívida pública do país

País precisa de superávit primário acima de 2% do PIB para conter dívida, diz IFI

O Relatório de Acompanhamento Fiscal da Instituição Fiscal Independente (IFI) destacou a necessidade de o país gerar um superávit primário superior a 2% do PIB para frear o crescimento da dívida pública. Essa medida também permitiria uma mudança no perfil do gasto público, viabilizando investimentos estratégicos em áreas como infraestrutura e ciência e tecnologia.

Reformas estruturais adiadas para 2027

Segundo a IFI, as reformas estruturais profundas estão previstas apenas para 2027, já que mudanças significativas dificilmente acontecem em ano eleitoral. Enquanto isso, a meta para 2026 é atingir um déficit primário zero, considerando exclusões de despesas permitidas pela legislação.

Dívida pública em foco

A Dívida Bruta do Governo Geral fechou 2025 em 78,7% do PIB, representando um aumento de 2,4 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Esse crescimento se deve ao aumento das despesas com juros, que saltaram de 8,0% para 8,9% do PIB. O Plano Anual de Financiamento de 2026 reflete as dificuldades na gestão da dívida, buscando reduzir o custo e alongar os prazos de vencimento.

Desafios nos estados

Além das preocupações com o governo federal, as contas dos Estados também demandam atenção. Em 2025, o resultado primário dos Estados e do Distrito Federal ficou em 0,04% do PIB, com despesas crescendo mais rápido que as receitas. A desaceleração na arrecadação reflete um enfraquecimento da atividade econômica, impactando Impostos e transferências da União.

Imposto de Importação como alternativa

Uma das medidas destacadas é o aumento do Imposto de Importação sobre Bens de Capital e Bens de Informática e Telecomunicações, incorporada ao Orçamento de 2026. A expectativa é arrecadar entre R$ 14 bilhões e R$ 20 bilhões com essa taxação, colaborando para o cumprimento das metas fiscais do governo no ano corrente.

Conclusão

Diante do cenário econômico desafiador, a IFI aponta a necessidade de medidas como o superávit primário acima de 2% do PIB para conter o endividamento público. Enquanto reformas estruturais são adiadas, as metas para 2026 incluem alcançar o déficit primário zero e buscar alternativas, como o aumento de Impostos, para fortalecer as contas públicas. O equilíbrio fiscal se mostra essencial não apenas para o governo federal, mas também para os Estados, em um contexto de incertezas e desafios econômicos.

Fonte original: CNN Brasil

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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