Confiança da Indústria Brasileira Cai em Abril por Incertezas com Guerra, Segundo FGV
Após quatro meses de alta, a confiança da indústria no Brasil registrou queda em abril. O Índice de Confiança da Indústria (ICI) teve uma redução de 0,8 ponto em comparação com o mês anterior, atingindo 96,0 pontos, de acordo com dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
O Índice de Expectativas (IE), que avalia a percepção sobre os próximos meses, também apresentou uma queda de 0,9 ponto, ficando em 95,5 pontos, conforme indicado pela FGV. O sentimento dos empresários em relação ao futuro dos negócios foi influenciado pelo aumento da incerteza provocado pela guerra no Oriente Médio, especialmente nos primeiros dias do mês devido aos intensos conflitos.
Segundo Stéfano Pacini, economista da FGV/Ibre, a queda na confiança acende um alerta para os resultados futuros, ressaltando a sensibilidade do setor industrial a choques nos preços do petróleo. A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada em fevereiro, tem gerado problemas na oferta de petróleo devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, sem uma perspectiva clara de resolução.
O Índice de Situação Atual (ISA), que mensura a percepção dos empresários em relação ao momento presente do setor industrial, também apresentou uma queda, com redução de 0,7 ponto, chegando a 96,5 pontos. Esta queda ocorre em MEIo a estoques ligeiramente acima da normalidade, de acordo com Pacini.
Além disso, a postura de manutenção da política monetária restritiva reforça o sentimento de cautela dos empresários em relação à conjuntura econômica, embora fatores como câmbio, inflação e mercado de trabalho sejam considerados positivos para o setor, conforme destacado pelo economista do FGV/Ibre.
O Banco Central iniciou hoje a reunião de política monetária, com expectativa do mercado de um novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros Selic, que atualmente está em 14,75%. Esta decisão pode ter impacto na confiança e nas perspectivas do setor industrial nos próximos meses.
Fonte: InfoMoney
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