AmdJus – Portal de contabilidade online

Notícias e atualizações sobre contabilidade, tributos e economia para empresas e profissionais.

Economia

Economia brasileira reduz ritmo com alta de juros, aumento de tarifas e desafios na safra

desaceleração do PIB brasileiro reflete impacto da safra recorde e política monetária restritiva

No segundo trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil teve um crescimento de 0,4% em relação ao trimestre anterior e de 2,2% em comparação com o mesmo período do ano passado. Esses números confirmam a desaceleração da economia, segundo economistas, devido ao efeito da safra recorde, juros elevados, tarifaço e queda nos investimentos.

De acordo com especialistas, a desaceleração observada agora indica uma tendência que deve se manter nos próximos trimestres. O economista Leonardo Costa destaca que a normalização do setor agropecuário e a redução nos investimentos estão entre os principais fatores que contribuíram para esse cenário.

Publicidade

Impacto da política monetária restritiva e tarifaço na economia do Brasil

A política monetária restritiva, com a taxa Selic em 15%, tem impactado a Formação Bruta de Capital Fixo, que recuou 2,2% no trimestre. Esse cenário, somado às condições desfavoráveis para o crédito, tende a limitar os investimentos e dificultar o crescimento econômico em 2025, conforme apontam análises do economista Rafael Perez.

A queda de 2,9% nas importações, como reflexo da guerra comercial com os EUA e uma base de comparação elevada no primeiro trimestre, também contribui para a desaceleração da economia. Já as exportações tiveram um aumento de 0,7%, impulsionadas pela safra recorde de grãos e pelo crescimento na produção da indústria extrativa.

Consumo das famílias e gastos do governo diante da desaceleração econômica

Apesar da desaceleração, o consumo das famílias teve um crescimento de 0,5% no último trimestre, refletindo as condições favoráveis do mercado de trabalho e a manutenção de programas sociais. Já os gastos do governo apresentaram uma redução de 0,6%, influenciados pela aprovação tardia do orçamento e pelo menor ritmo de expansão dos benefícios sociais.

No setor de serviços, houve um avanço de 0,6%, sustentado pelas condições do mercado de trabalho. Destaque para atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,1%), informação e comunicação (1,2%) e transporte, armazenagem e correio (1,0%). Já a indústria extrativa impulsionou o setor industrial, com um avanço de 5,4%, enquanto as Indústrias de Transformação (-0,5%) e a Construção (-0,2%) recuaram.

Publicidade

Perspectivas para o restante do ano

Os economistas mantêm projeções de desaceleração gradual da atividade econômica no Brasil para o restante de 2025, com um PIB estimado em 2,2%. A economista-chefe da SulAmérica Investimentos aponta que o desempenho atual garante um carrego estatístico de 2,4% para o próximo ano, tornando plausível uma alta de 2,5% em 2025.

Diante desse cenário, a estabilidade da Selic em patamar contracionista reforça a visão de possíveis cortes apenas em 2026, conforme analisam os especialistas. A desaceleração da economia, influenciada por vários fatores como safra recorde, políticas monetárias e comerciais, e cenário de consumo e investimentos, sinaliza um período desafiador para o Brasil nos próximos trimestres.

Fonte original: Infomoney

Publicidade

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

AmdJus - Portal de contabilidade online
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.