Imposto de Renda 2026: Primeira declaração e por onde começar
Quem vai declarar o Imposto de Renda pela primeira vez deve começar por uma etapa essencial: confirmar se realmente está obrigado a entregar a declaração em 2026. Segundo a Receita Federal, está obrigado quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584,00 em 2025, teve rendimentos isentos acima de R$ 200 mil, obteve ganho de capital na venda de bens, realizou vendas em bolsa acima de R$ 40 mil, teve receita bruta rural acima de R$ 177.920,00 ou possuía bens e direitos acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2025, entre outras situações.
Se confirmada a obrigatoriedade, o próximo passo é reunir todos os informes de rendimentos e comprovantes antes de abrir o programa. A organização prévia é essencial para evitar erros como a omissão de rendimentos e a inclusão incorreta de despesas dedutíveis, que podem gerar problemas no processamento da declaração.
A entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 começou no dia 23 de março e vai até 29 de maio. Ela pode ser feita pelo programa gerador, preenchimento online ou pelo aplicativo Meu Imposto de Renda. Para usar a declaração pré-preenchida, o contribuinte precisa ter conta Gov.br nível prata ou ouro.
Checagem da obrigatoriedade e organização documental
A primeira verificação necessária é olhar os critérios de obrigatoriedade divulgados pela Receita Federal. Além dos rendimentos tributáveis, há situações como posse de bens acima de R$ 800 mil, ganho de capital na venda de bens e rendimentos isentos acima de R$ 200 mil que obrigam a declaração. Essa análise evita deixar de entregar quando necessário ou fazer a declaração sem obrigatoriedade.
Após a confirmação da obrigatoriedade, é fundamental reunir todos os documentos, como informes de rendimentos do empregador, informes bancários, comprovantes de despesas médicas, educacionais, entre outros. A correta informação dos rendimentos, bens, direitos, dívidas e deduções é essencial para evitar problemas futuros.
Preenchimento da declaração e escolha do modelo
O contribuinte pode preencher a declaração pelo programa da Receita no computador, preenchimento online ou pelo aplicativo. A declaração pré-preenchida pode facilitar o processo, mas é importante revisar e corrigir possíveis divergências antes do envio. A escolha entre o modelo simplificado e completo depende de fatores como despesas dedutíveis. O modelo simplificado é mais vantajoso para quem tem poucas despesas dedutíveis, enquanto o completo beneficia quem tem gastos relevantes com dependentes e educação.
Na primeira declaração, mesmo na presença de bens e direitos, é fundamental informar essas informações. Despesas dedutíveis exigem comprovante de pagamento, como saúde e educação. A correta observância das regras de dedução e a manutenção dos comprovantes são essenciais para evitar problemas.
Considerações finais
Para quem nunca declarou, seguir a sequência de confirmação da obrigatoriedade, organização dos documentos, escolha do modelo de declaração, preenchimento correto de rendimentos e patrimônio, simulação de modelos e revisão antes da transmissão reduz o risco de erros logo na primeira entrega. Esses cuidados podem evitar problemas futuros e garantir uma declaração correta e sem complicações.
Fonte: Jornal Contábil
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
