Economista Nobel de Economia sugere medidas para impulsionar crescimento na América Latina
O economista Philippe Aghion, laureado com o Prêmio Nobel de Economia em 2025, destaca a importância de investimentos em inovação e empreendedorismo, abertura comercial, estabilidade econômica e um sistema financeiro direcionado para a inovação como pilares essenciais para o crescimento de um país latino-americano.
Durante sua participação virtual no Fórum Econômico do CAF na capital do Panamá, Aghion ressaltou a necessidade de reduzir a burocracia e promover maior flexibilidade regulatória para estimular o desenvolvimento. Ele enfatizou que um sistema educacional de qualidade é fundamental, pois os inovadores surgem desde a escola, e é preciso garantir que novos talentos possam prosperar no mercado.
Ao ser questionado sobre os motivos que levam à estagnação da produtividade e ao baixo crescimento na América Latina, o economista citou o exemplo da Coreia do Sul, destacando a importância de um forte sistema educacional e de um ambiente que incentive a concorrência como motores para a inovação.
Aghion também abordou a necessidade de combater a corrupção na região como forma de abrir caminho para novos negócios. Ele elogiou a gestão do presidente argentino Javier Milei, destacando a importância de governos comprometidos em vencer a armadilha do baixo crescimento.
Em relação à inteligência artificial, o economista francês defende que os países latino-americanos invistam em centros de dados para garantir poder computacional de alto desempenho, estimulando a concorrência. Além disso, destaca a importância de políticas de seguridade social que minimizem os impactos negativos da chamada “destruição criativa”.
Aghion concluiu sua participação destacando os talentos presentes na América Latina e encorajando a implementação de políticas adequadas que possam transformar a região em um centro global de crescimento e inovação. Suas recomendações ressaltam a importância de um ambiente propício para o desenvolvimento e a competitividade, além do combate à corrupção e do investimento em áreas estratégicas como a inteligência artificial.
Fonte: Estadão
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
