Brasil registra prejuízos de R$ 28 bilhões com desastres naturais em 2025
O Brasil contabilizou perdas financeiras de aproximadamente US$ 5,4 bilhões, equivalente a cerca de R$ 28 bilhões, devido a desastres naturais ocorridos no ano de 2025, de acordo com um relatório da consultoria Aon. As secas sazonais espalhadas pelo território brasileiro resultaram em graves danos agrícolas, com destaque para a região amazônica, que enfrentou uma seca intensa e prolongada, afetando significativamente a produção local.
Enquanto o Sudeste do Brasil apresentou sinais de recuperação, a situação na região amazônica permanece crítica, com reflexos na geração nacional de energia hidrelétrica, que chegou a cair para menos de 50% em agosto. A escassez de água e os incêndios florestais na Amazônia contribuíram para prejuízos devastadores em anos anteriores e ainda representam desafios para a região.
Desafios para a indústria do café
Além dos impactos no setor agrícola, a estiagem também ameaça a indústria do café, colocando em risco a cadeia de suprimentos global. O Brasil, Colômbia e Vietnã são os principais produtores mundiais desse grão. Nos últimos 30 anos, o Brasil sofreu perdas de US$ 139 bilhões relacionadas à seca, e projeções indicam que condições de alta escassez poderão afetar cerca de 54% das colheitas globais até 2050.
Beatriz Protasio, CEO de Resseguros para o Brasil na Aon, destaca a necessidade de direcionar esforços para mitigar os riscos climáticos e adotar medidas que contribuam para a recuperação após as catástrofes. Investir em infraestruturas mais resilientes e promover a conscientização sobre os impactos dos desastres naturais são ações fundamentais para lidar com esses desafios.
Prevenção e ferramentas de gestão de riscos
O mercado de seguros oferece ferramentas como o seguro paramétrico, que possibilita indenizações rápidas e transparentes diante de eventos climáticos extremos. Além disso, sistemas de alerta precoce e ferramentas de análise de riscos, como o Climate Risk Monitor (CRM) da Aon, são importantes aliados na gestão eficaz dos riscos climáticos.
A análise da consultoria Aon revela que, globalmente, os desastres naturais resultaram em perdas econômicas de US$ 260 bilhões em 2025, sendo esse o valor mais baixo desde 2015. No entanto, as perdas seguradas atingiram o montante de US$ 127 bilhões, mantendo-se em patamares elevados e marcando o sexto ano consecutivo em que os pagamentos de indenizações superaram os US$ 100 bilhões.
Impacto dos desastres naturais pelo mundo
Os incêndios florestais na Califórnia, nos EUA, foram os eventos mais custosos de 2025, resultando em perdas econômicas de US$ 58 bilhões e perdas seguradas de US$ 41 bilhões, tornando-se os desastres naturais mais caros já registrados globalmente. As tempestades convectivas severas se destacaram como os eventos segurados mais onerosos do século 21, sendo responsáveis por US$ 61 bilhões em perdas seguradas em 2025.
A análise da Aon aponta um aumento na frequência e gravidade dos eventos climáticos extremos, com 49 eventos de perda econômica bilionária e 30 eventos de perda segurada bilionária em 2025. As fatalidades globais totalizaram 42 mil, sendo impactadas principalmente por terremotos e ondas de calor, porém, 45% abaixo da média do século 21.
Diante desse cenário, a conscientização sobre os riscos climáticos e a adoção de medidas eficazes de prevenção e mitigação se tornam ainda mais essenciais para lidar com os desafios trazidos pelos desastres naturais. Investir em infraestruturas mais robustas e contar com ferramentas de gestão de riscos tornam-se fundamentais para a resiliência diante das adversidades climáticas.
Fonte: G1 Economia
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
