Desaceleração: investimentos em previdência privada têm queda de 18,6% até outubro, diz pesquisa da Fenaprevi

Queda de 18,6% nos Aportes em Planos de Previdência Privada em 2025, aponta Fenaprevi

O mercado de Previdência privada aberta apresentou uma redução de 18,6% nos aportes de janeiro a outubro de 2025 em comparação com o mesmo período de 2024. De acordo com a Fenaprevi, as contribuições totalizaram R$ 134,2 bilhões até outubro deste ano.

No mesmo intervalo de tempo, houve um aumento de 15,1% nos resgates, totalizando R$ 128,2 bilhões. Isso resultou em uma captação líquida de apenas R$ 4,2 bilhões, representando uma queda de 91,8% em relação ao ano anterior.

Resultado Mensal de Outubro

Analisando especificamente o mês de outubro, houve uma arrecadação de R$ 10,4 bilhões, o que representou uma redução de 33,8% em relação a outubro do ano anterior. Já os resgates somaram R$ 13,5 bilhões, um aumento de 11,1%, resultando em uma captação líquida negativa de R$ 3,1 bilhões – uma redução de 188,9% em comparação com o mesmo mês de 2024.

Destaques e Tipos de Planos

O setor de Previdência privada administra atualmente R$ 1,7 trilhão em ativos, equivalente a 13,9% do PIB brasileiro. Em outubro de 2025, o país contava com mais de 13,6 milhões de planos de Previdência privada aberta. Desses, a maioria, cerca de 63%, era do tipo VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livre), seguido pelos PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e os planos Tradicionais.

Em termos de arrecadação, o VGBL se destacou com 91% do total destinado a produtos dessa modalidade, totalizando R$ 120,3 bilhões. Já os planos PGBL representaram 7% das contribuições, atingindo R$ 9,9 bilhões, enquanto os planos Tradicionais responderam por 2% (R$ 2,3 bilhões) do total arrecadado.

Impacto do IOF e Tendências

Um decreto de maio de 2025 que instituía a cobrança de 5% de IOF sobre aportes no VGBL acima de R$ 300 mil em uma mesma seguradora no ano corrente – com aumento para R$ 600 mil em 2026 – impactou o mercado. Apesar de ter sido derrubado pelo Congresso e posteriormente restituído por decisão do STF, a medida resultou em uma captação líquida negativa de R$ 3,1 bilhões em junho de 2025.

Este cenário foi considerado o pior resultado da série histórica pela Fenaprevi, contribuindo para as quedas nos aportes mensais registradas desde então. A redução progressiva nos aportes evidencia um desafio no mercado de Previdência privada, que vem enfrentando uma conjuntura desafiadora em 2025.

Conclusão

Diante da redução significativa nos aportes e da captação líquida negativa, o mercado de Previdência privada aberta enfrenta um período de desafios em 2025. Com a influência de políticas como a cobrança de IOF e mudanças no comportamento dos investidores, as entidades do setor buscam estratégias para estabilizar as contribuições e garantir a sustentabilidade dos planos de Previdência privada no país.

Fonte original: Exame

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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