Decisão apertada: Banco da Inglaterra mantém taxa de juros e indica possibilidade de corte

Banco da Inglaterra mantém juros após votação apertada e sinaliza corte futuro

O Banco da Inglaterra decidiu manter a sua taxa de juros em 3,75% em uma votação apertada de 5 a 4. A instituição afirmou que caso a queda da inflação prevista nos próximos meses seja duradoura, um corte futuro poderá ser realizado.

Mesmo diante de uma redução significativa na previsão de crescimento econômico do Reino Unido para este ano e do aumento do desemprego, o banco central britânico optou por manter a sua taxa básica de juros.

A decisão foi alinhada com a maioria das previsões, mas surpreendeu ao ser esperada uma votação de 7 a 2 a favor da manutenção dos juros. O presidente Andrew Bailey, um dos cinco membros que votaram pela manutenção, destacou a possibilidade de um novo corte ainda este ano.

Ao ponderar a necessidade de manter a inflação em torno da meta de 2%, Bailey ressaltou a importância de monitorar de perto a trajetória dos preços. A votação apertada pode levar os investidores a ajustarem suas expectativas em relação às próximas decisões do Banco da Inglaterra.

Antes do anúncio, os mercados futuros apontavam poucas chances de um corte em março e cerca de 60% de probabilidade de um corte em abril. O Banco da Inglaterra, que já reduziu os juros quatro vezes em 2025, agiu com cautela diante do cenário econômico desafiador.

As autoridades destacaram a necessidade de cautela ao se aproximarem do nível de custos de empréstimos que não afetem a inflação e sejam benéficos para a recuperação econômica pós-Brexit, pandemia de Covid-19 e alta nos preços da energia em 2022.

O Banco da Inglaterra espera que a inflação atinja cerca de 2% em abril, impulsionada pelas medidas econômicas implementadas no final de novembro. No entanto, a instituição ressalta a importância de garantir que a redução da inflação seja sustentável e não pontual.

As projeções da equipe do Banco da Inglaterra indicam que a inflação ficará abaixo da meta, em torno de 1,7%, antes de convergir para os 2% a partir do segundo trimestre do próximo ano. Além disso, a previsão de crescimento econômico para 2026 foi revisada para 0,9%, com uma recuperação esperada para 2027 e 2028, e uma elevação na projeção de pico de desemprego para 5,3%.

A decisão do Banco da Inglaterra reflete a complexidade do cenário econômico internacional e os desafios enfrentados pelo Reino Unido para sustentar a recuperação econômica em MEIo a incertezas globais. A instituição segue atenta aos indicadores econômicos e à evolução da inflação para definir suas próximas ações.

Fonte: Valor Econômico

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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