China busca alta de 5% do PIB em 2026 para combater deflação
Especialistas e analistas apontam que a China provavelmente manterá a meta de crescimento econômico em 5% no próximo ano, em uma tentativa de acabar com a deflação. A mudança faz parte dos esforços do governo para superar a queda no mercado imobiliário, a fraca demanda dos consumidores e outros desafios econômicos.
Para atingir essa meta, as autoridades chinesas deverão manter as políticas fiscal e monetária expansionistas. A expectativa é de que a meta seja oficialmente anunciada durante a reunião anual do Parlamento em março.
Porém, a transição para um modelo econômico mais baseado no consumo das famílias e a reestruturação do setor podem levar certo tempo para surtir efeito. Enquanto isso, o foco imediato está em manter o suporte fiscal e monetário para impulsionar a economia.
Os assessores do governo consultados pela Reuters expressaram apoio a uma meta de crescimento de 5% para 2026. Alguns sugeriram inclusive uma meta ligeiramente menor, entre 4,5% e 5%. A decisão final sobre a meta deve ser endossada durante a Conferência Anual de Trabalho Econômico Central.
Especialistas apontam que a China precisará manter um crescimento médio anual de 4,17% na próxima década para dobrar o PIB per capita para US$20.000 até 2030. Isso marcaria uma transição do país para um estágio de “nação moderadamente desenvolvida”.
Em relação às políticas fiscais, a expectativa é de que o governo mantenha um índice de déficit orçamentário anual em torno de 4% ou um pouco acima. Ademais, é previsto um afrouxamento monetário por parte do banco central já em janeiro de 2026, após a Conferência Central de Trabalho Econômico.
Analistas do Citi sugerem que haverá uma nova rodada de apoio ao setor imobiliário, com a possibilidade de emissão de títulos do governo para impulsionar o consumo e investimentos em bem-estar.
Em resumo, a China continua buscando soluções para estimular o crescimento econômico e combater a deflação. Com uma meta de 5% estabelecida para 2026, o país enfrenta desafios econômicos que exigem um equilíbrio das políticas fiscais e monetárias para impulsionar a economia nos próximos anos.
Fonte original: Valor Econômico
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
