CNI avalia corte da Selic como correto, mas insuficiente para reverter prejuízos à economia
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) se pronunciou sobre a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central em relação à redução da taxa de juros Selic. Segundo a CNI, o corte de 0,25 ponto percentual foi considerado correto, porém insuficiente para interromper a queda da atividade econômica, destravar investimentos e reduzir o endividamento.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, destaca que a inflação está em franca desaceleração e as expectativas de mercado para a alta dos preços seguem dentro do intervalo de tolerância da meta estipulada. Para Alban, a cautela do Banco Central em relação ao corte da Selic é excessiva e continuará penalizando a economia.
Expectativas para próximas decisões do Copom
Ricardo Alban ressalta a necessidade de aprofundar os cortes na Selic na próxima reunião do Copom, agendada para o final de abril. Para o presidente da CNI, medidas mais expressivas são cruciais para viabilizar melhores condições de investimento para as empresas, reduzir o endividamento das famílias e colocar a economia em trajetória de crescimento.
Reação da Fiemg à redução da Selic
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) também se manifestou, considerando a redução da Selic insuficiente para melhorar a competitividade da indústria. O anúncio do Copom não atendeu às expectativas do setor produtivo, que esperava um corte mais acentuado após quase dois anos sem reduções.
O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, destaca indícios de arrefecimento da atividade econômica, redução das expectativas de inflação e desaceleração das medidas de núcleo inflacionário. Para ele, a continuidade de uma política monetária contracionista por um período prolongado não deve ser aceita.
Conclusão
Diante desse cenário, tanto a CNI quanto a Fiemg expressam a necessidade de uma atuação mais incisiva do Banco Central em relação aos cortes na taxa de juros Selic. A expectativa é de que medidas mais robustas sejam adotadas nas próximas reuniões do Copom, visando reverter os prejuízos à economia e estimular o crescimento e a competitividade da indústria brasileira.
Fonte: Estadão
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
