Brasil possui segundo maior juro real do mundo, a 9,51%
O Brasil mantém a taxa Selic em 15%, resultando em um juro real de 9,51%, o segundo maior do mundo, de acordo com levantamento da MoneYou e Lev Intelligence. Mesmo se houvesse um corte de 0,25 ponto percentual, o país ainda ocuparia essa posição.
Comparação com outros países
No ranking, o Brasil fica atrás apenas da Turquia, que lidera com juros reais de 12,34%, e à frente da Rússia (4,79%), Colômbia (4,38%) e México (3,77%). A média de juros entre os 40 países analisados é de 1,45%.
Cenário internacional
Em uma análise mais ampla, 83,64% dos 165 países avaliados mantiveram suas taxas de juros nas últimas reuniões de política monetária. Apenas 2,42% aumentaram as taxas e 13,94% reduziram. Entre os 40 países considerados, 70% mantiveram as taxas, nenhum as elevou e 30% efetuaram cortes.
Incertezas e projeções
O economista Jason Vieira destaca que o Brasil ainda enfrenta incertezas inflacionárias locais, em MEIo a questões fiscais que geram tensões. A guerra comercial e de tarifas contribui para elevar essas incertezas, dificultando possíveis cortes.
Diferenças em relação aos Estados Unidos
Vieira observa que, enquanto os EUA tendem a reduzir os juros em 0,25 pontos percentuais, no Brasil a manutenção da taxa é uma mensagem direcionada à questão fiscal. Enquanto nos EUA os cortes são justificados por dados do mercado de trabalho e inflação, no Brasil a situação demanda foco na questão fiscal.
Conclusão
O cenário de taxas de juros no Brasil e no mundo reflete um contexto de incertezas fiscais e comerciais, que impactam diretamente as decisões dos órgãos de política monetária. A manutenção da Selic em 15% mantém o país com o segundo maior juro real do mundo, sinalizando um posicionamento no contexto econômico global.
Fonte original: InfoMoney
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
