Argentina chama atenção de Brasil e China para fusões e aquisições, escapando de Trump

Fusões e aquisições impulsionam negócios entre Brasil, China e Argentina

O aumento significativo das fusões e aquisições na Argentina tem despertado interesse de investidores brasileiros e chineses, buscando contornar as barreiras tributárias impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

No primeiro semestre deste ano, as transações de M&A no país vizinho cresceram 62% em valor, com um aumento de 14% no número de negociações, conforme dados da TTR Data. A expectativa é de que reformas governamentais e mudanças no comércio internacional impulsionem ainda mais os negócios no segundo semestre.

Investidores chineses e brasileiros estão buscando adquirir ou abrir empresas na Argentina, visando utilizá-las como plataforma de exportação para os Estados Unidos, aproveitando alíquotas menores de Impostos sobre produtos argentinos exportados para os EUA.

Com a imposição de altas tarifas por parte de Donald Trump, Brasil e China foram prejudicados, enquanto a Argentina, sob a gestão de Milei, aliado do presidente americano, foi beneficiada com alíquotas mais baixas. Essa diferença tem impulsionado o interesse de investidores estrangeiros no país.

A Argentina tem se tornado mais atrativa para investidores estrangeiros devido a iniciativas como a liberação da repatriação de lucros de empresas com operações no país, o que antes exigia autorização do Banco Central. Essas mudanças têm impulsionado o mercado de M&A e aumentado a competitividade argentina em relação a países como o Brasil.

Apesar do otimismo em relação aos negócios na Argentina, investidores tradicionais ainda não têm se movimentado em grande escala no país. O mercado de fusões e aquisições ainda é dominado por empresários regionais e fundos de Special Situations, que têm mostrado interesse crescente no mercado argentino.

Investidores estratégicos com foco nos setores de mineração e óleo e gás têm se destacado, como evidenciado pela compra de 50% da Petronas, campo de petróleo La Amarga Chica, por US$ 1,207 bilhão. Esses investimentos têm impulsionado o cenário de M&A na Argentina, fortalecendo a posição do país como um mercado atrativo para negócios.

O Brasil também tem sido alvo de investimentos argentinos, com um aumento no número e valor das transações de M&A entre os dois países. A instabilidade política e taxas de juros no Brasil têm afastado investidores financeiros, deixando ativos brasileiros relativamente baratos e atraindo investidores argentinos.

A expectativa é de que a tendência de fusões e aquisições entre Brasil, China e Argentina se intensifique, impulsionando negócios e fortalecendo as relações comerciais entre os países.

Fonte original: CNN Brasil

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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