Seguro catástrofe: a necessidade de um modelo nacional após inundações em MG e SP
As recentes chuvas que impactaram Juiz de Fora resultaram em trágicas perdas humanas e materiais, com números alarmantes de desabrigados e desaparecidos. Enquanto Minas Gerais lida com os estragos, São Paulo também está em alerta vermelho devido ao risco de alagamentos e deslizamentos.
O aumento na frequência de desastres naturais no Brasil nos últimos anos tem levantado debates sobre a importância da criação de um seguro específico para catástrofes no país. Entidades do setor, em consonância com o Plano de Regulação 2026 da Susep, destacam a urgência em estruturar produtos de seguros mais robustos focados na proteção contra eventos extremos.
Os eventos climáticos no país quase dobraram entre 2015 e 2019, chegando a cerca de 4.500 ocorrências anuais de 2020 a 2024. Este aumento, aliado à baixa cobertura securitária, tem gerado prejuízos significativos para famílias, empresas e o orçamento público.
De acordo com a CNseg, desastres naturais causaram prejuízos de aproximadamente R$ 184 bilhões entre 2022 e 2024. No entanto, apenas cerca de 9% dessas perdas estavam cobertas por seguro. Mesmo com um ligeiro aumento para 13% em 2024, ainda está abaixo dos padrões internacionais de cobertura.
A falta de proteção securitária privada tem Imposto grandes desafios, levando a gastos emergenciais expressivos por parte do setor público após desastres naturais. No caso das chuvas que afetaram o Rio Grande do Sul em 2024, por exemplo, a reconstrução do estado demandou aproximadamente R$ 89 bilhões, enquanto as indenizações pagas pelo mercado segurador foram de cerca de R$ 6 bilhões, evidenciando uma lacuna significativa na cobertura securitária.
A experiência internacional tem destacado a eficácia de arranjos específicos para cobertura de catástrofes, indicando a importância de fortalecer o seguro como instrumento de resiliência e adaptação climática no Brasil. Além disso, a orientação dos órgãos é para que os consumidores avaliem suas necessidades de proteção e verifiquem detalhadamente as coberturas disponíveis, especialmente para eventos como alagamentos e deslizamentos.
Em MEIo a esse cenário desafiador, a discussão em torno da criação de um seguro nacional para catástrofes naturais se mostra cada vez mais crucial. A estruturação desse mecanismo poderia não apenas aliviar a pressão sobre as Finanças públicas e a população, mas também acelerar a reconstrução de áreas afetadas e fortalecer a resiliência do país diante de eventos extremos.
Fonte: CNN Brasil
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