Aluguel de imóveis tem aumento de 0,55% em setembro e valorização de 7,4% em 2021, revela pesquisa da FipeZAP

Aluguel Residencial em Alta: Análise do Mercado de Locação no Brasil

O mercado de aluguel residencial manteve-se aquecido em setembro, com um aumento de 0,55%, conforme apontado pelo Índice FipeZAP. Esse índice, que acompanha o valor médio de locações em 36 cidades brasileiras, revelou que o acumulado no ano já atinge 7,4%, destacando-se por superar a inflação pelo nono mês consecutivo.

Embora tenha havido uma desaceleração em relação a agosto, quando o aumento foi de 0,66%, os aluguéis ainda apresentam uma alta significativa, acima da inflação oficial medida pelo IPCA e do IGP-M. No período, os imóveis de três dormitórios foram os que mais puxaram a valorização, com uma variação de 0,74%, refletindo a preferência das famílias por espaços maiores.

Enquanto os imóveis com quatro quartos ou mais tiveram um aumento mais moderado de 0,10%, a demanda por imóveis intermediários em regiões bem estruturadas tem impulsionado a valorização dos aluguéis, tornando o aluguel ainda mais atrativo em comparação à compra, especialmente em um cenário de juros elevados.

Em setembro, das 36 cidades monitoradas, 27 apresentaram alta nos preços dos aluguéis. No Nordeste, destaque para Aracaju com 5,11% de aumento, seguida por Salvador, Teresina e João Pessoa com altas significativas. No Sul, Porto Alegre e Curitiba se destacaram com aumento nos valores. Já as capitais do Sudeste tiveram variações mais moderadas, com São Paulo e Rio de Janeiro registrando aumentos de 0,18% e 0,19%, respectivamente.

No acumulado do ano, 35 das 36 cidades acompanhadas apresentaram elevação nos preços dos aluguéis, com teresina liderando as valorizações. Nos últimos 12 meses até setembro, o preço médio do aluguel residencial subiu 9,93%, superando a inflação medida pelo IPCA. As unidades de um dormitório se destacaram nesse período, com uma alta de 10,68%.

O valor médio do aluguel por metro quadrado nas 36 cidades monitoradas chegou a R$ 50,03 em setembro. São Paulo se destaca por ter o metro quadrado mais caro, seguido por Belém, Recife e Florianópolis. Em contrapartida, Teresina e Aracaju apresentam os valores mais baixos, refletindo o custo de vida e a pressão do turismo em cada mercado.

Para investidores, a rentabilidade média anual foi de 5,94%, ainda abaixo de outras aplicações financeiras, mas dentro do histórico do setor imobiliário. Destacam-se cidades como Belém, Recife, Cuiabá e Manaus com os melhores retornos, enquanto Vitória, Curitiba e Fortaleza apresentaram as menores rentabilidades.

Com um possível cenário de redução da taxa de juros e inflação controlada, o mercado imobiliário deve manter a tendência de valorização de forma moderada até o final de 2025, mantendo a procura por locações entre jovens adultos e famílias, assim como o interesse dos investidores na renda passiva proporcionada pelo aluguel.

Fonte: InfoMoney

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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