Golpe com chave Pix de CPF preocupa contribuintes às vésperas do IR 2026
A aproximação do prazo para a entrega do Imposto de Renda 2026 traz à tona um novo tipo de fraude envolvendo a chave Pix vinculada ao CPF. Essa prática tem preocupado contribuintes e especialistas, pois pode resultar no desvio da restituição para contas de terceiros sem o consentimento do titular.
Desde 2022, a Receita Federal passou a permitir o pagamento da restituição via Pix, sendo necessário informar o CPF como chave. Esta medida foi adotada para reduzir erros nos dados bancários e agilizar os pagamentos. Em 2026, o uso da chave Pix se tornou ainda mais relevante com a inclusão de trabalhadores de baixa renda no sistema de restituição automática, conhecido como “cashback do IR”, mesmo para aqueles que não apresentam declarações de ajuste anual.
A prática fraudulenta envolve o uso indevido de dados pessoais obtidos de forma ilegal, permitindo que criminosos abram contas em instituições financeiras em nome de terceiros e insiram os CPFs das vítimas como chaves Pix. Dessa forma, as restituições do Imposto de Renda acabam sendo direcionadas para essas contas falsas.
Fragilidade do sistema expõe contribuintes a prejuízos financeiros
Casos reais ilustram a fragilidade desse sistema. Relatos como o da jornalista Amanda Pinheiro de Oliveira, que teve sua restituição desviada para uma conta desconhecida, evidenciam a vulnerabilidade dos contribuintes a esse tipo de golpe.
Outro exemplo é o do porteiro Aldair José Fernandes, que esperava receber R$ 620 de restituição do IR, mas foi informado de que o valor já havia sido sacado. Essas situações têm gerado insegurança e prejuízos financeiros, principalmente para pessoas de baixa renda que não têm conhecimento de que o CPF pode ser utilizado como chave Pix para receber restituições.
Responsabilidade das instituições financeiras e orientações para os contribuintes
Especialistas destacam que a responsabilidade recai sobre as instituições financeiras envolvidas no desvio das restituições via chaves Pix indevidas. No caso de falhas sistêmicas, inclusive da Receita Federal, os contribuintes podem recorrer judicialmente em busca de ressarcimento.
Para evitar cair em golpes, é fundamental que os contribuintes cadastrem suas chaves Pix com CPF em contas próprias. Além disso, consultar o sistema Registrato, que permite identificar chaves vinculadas ao CPF, e monitorar regularmente o status da restituição são ações preventivas recomendadas.
Busca por ajuda e medidas a serem tomadas em caso de fraude
Em caso de identificação de desvio da restituição do Imposto de Renda, os contribuintes devem agir rapidamente. A orientação é verificar a situação junto à Receita Federal, entrar em contato com o banco para rastrear a transação e registrar a ocorrência. O Pix é rastreável, o que pode facilitar a identificação da conta de destino e a recuperação dos valores.
Há diversos canais de apoio disponíveis para os contribuintes lesados, como o Procon-RJ, o Banco Central e a Polícia Civil, que podem auxiliar na resolução desses casos. A prevenção continua sendo a melhor estratégia para evitar essas fraudes e proteger o patrimônio dos contribuintes, especialmente em períodos sensíveis como o da declaração do Imposto de Renda.
Fonte original: CNN Brasil
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
