Proteção de dados: Estratégia crucial para os negócios
Especialistas apontam que mais da metade dos ataques cibernéticos têm motivação relacionada à extorsão e ransomware, com 80% dos invasores visando roubar dados. O uso de inteligência artificial (IA) acelera e amplia métodos como phishing, tornando a cibersegurança um tema estratégico para a sobrevivência das empresas.
Com a evolução das ameaças cibernéticas, a proteção de dados deixou de ser apenas um assunto tecnológico, tornando-se fundamental para garantir a continuidade e a confiança no mercado. Segundo o Microsoft Digital Defense Report 2025, mais de 97% das tentativas de ataque de identidade são baseadas em credenciais, destacando a importância do foco estratégico em segurança e privacidade.
Importância da cibersegurança nas empresas
O Grupo OSTEC aponta que os riscos relacionados à proteção de dados não se limitam apenas à tecnologia, mas envolvem também o controle de acessos e gestão de credenciais. A falta de controle sobre onde os dados estão e quem pode acessá-los aumenta a vulnerabilidade das organizações. Estudos globais mostram que 88% das empresas sofreram pelo menos um incidente de segurança nos últimos 12 meses, evidenciando a realidade das ameaças cibernéticas no ambiente corporativo.
Falhas de segurança podem resultar em interrupções operacionais, exposição de dados sensíveis e prejuízos financeiros e reputacionais significativos. Por isso, a cibersegurança passou a ser uma peça-chave nas estratégias de negócios, indo além do departamento de TI e envolvendo decisões sobre tecnologia, fornecedores e uso de dados.
Governança e cultura de privacidade
Normas como ISO/IEC 27001 e ISO/IEC 27701 são fundamentais para transformar a proteção de dados em um sistema de gestão contínuo. Essas normas ajudam as empresas a identificar, tratar e monitorar os riscos que podem impactar dados, sistemas e operações, estabelecendo uma conexão direta com as exigências da LGPD e expectativas de clientes, investidores e reguladores.
A Dédalo, especializada em governança de segurança da informação e privacidade, destaca a importância de ter clareza e controle sobre os dados, incluindo sua coleta, armazenamento e eliminação. Sem uma governança eficaz, incidentes de segurança podem se tornar crises jurídicas, financeiras e reputacionais.
Uso ético de dados e reconhecimento facial
Empresas especializadas em tecnologias sensíveis, como reconhecimento facial, precisam adotar critérios rigorosos de uso ético e proporcional. A Deconve, por exemplo, utiliza o conceito de Privacy by Design, incorporando a proteção de dados desde a concepção da tecnologia e adotando práticas que respeitem a privacidade dos usuários.
Apesar dos altos gastos com cibersegurança em 2025, com previsão de crescimento até 2026, os especialistas alertam que proteger informações vai além do cumprimento de normas. É essencial garantir a sustentabilidade dos negócios, a confiança do mercado e o uso responsável de tecnologias que lidam com dados sensíveis.
Empresas que tratam a cibersegurança, governança e cultura de privacidade como elementos inseparáveis estão mais preparadas para enfrentar os desafios digitais e fortalecer suas relações com clientes, colaboradores e a sociedade como um todo.
Fonte: Jornal Contábil
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