Especialistas afirmam: Ata do Copom descarta redução de juros em 2021

Ata do Copom reforça expectativa de juros estáveis em 2025

Economistas analisaram a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que manteve a taxa Selic em 15% ao ano. O documento reforça a ideia de que um corte de juros só deve ocorrer em 2026. Embora janeiro seja apontado como o possível início da flexibilização, o Banco Central tem motivos para adiar essa decisão.

De acordo com Caio Megale, da XP, a ata sugere que um ciclo de corte de juros em 2025 é improvável. A XP projeta uma redução gradual da Selic a partir de janeiro, atingindo 12% após seis cortes consecutivos de 0,50 p.p. No entanto, o início dos cortes poderá ser adiado para março ou posteriormente, em vez de dezembro.

Posicionamentos dos economistas

Rafaela Vitoria, do Inter, destaca que o BC reconheceu na ata que as projeções de inflação e expectativas ainda desancoradas impedem mudanças na postura do Copom. Ela ressalta a necessidade de monitorar o impacto do câmbio na inflação, mesmo com a recente valorização do real.

O Bradesco pondera que, apesar do cenário de atividade mais moderada, o Copom mantém preocupações com a desancoragem das expectativas de inflação. O banco projeta uma Selic de 11,75% ao final de 2026, considerando a desaceleração econômica e a moderação da inflação como fatores para o início do ciclo de cortes.

Análise do Itaú

O Itaú destaca atualizações positivas na ata, ressaltando a confiança na desaceleração econômica e na desinflação. Os membros do Comitê mencionam a valorização do real e demonstram otimismo quanto às expectativas de inflação. O banco ressalta que, embora a ata sugira um viés mais brando, a projeção é de que o ciclo de afrouxamento começará apenas em janeiro de 2026.

Perspectivas futuras

Especialistas apontam que o tom “hawkish” da ata é sustentado por projeções ainda acima da meta, expectativas desancoradas e riscos relevantes no balanço inflacionário. A previsão é de manutenção da Selic em 15% ao ano por um longo período, com possibilidade de retomada de altas caso os riscos se intensifiquem, especialmente relacionados ao câmbio, à política fiscal e à inflação de serviços.

A análise da ata do Copom destaca a importância de acompanhar de perto os efeitos da movimentação cambial na inflação, considerando fatores como volatilidade externa, tarifas comerciais e incertezas fiscais domésticas. A ata reforça a necessidade de um monitoramento constante desses elementos para a tomada de decisões futuras.

Fonte: CNN Brasil

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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